sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Adeus, Lenine!

Ficha Técnica

Título Original: Good Bye, Lenin!

Género: Drama

Tempo de Duração: 118 minutos

Ano de Lançamento (Alemanha): 2003


Estúdio: arte / Westdreutscher Rundfunk / X-Filme Creative Pool

Distribuição: Sony Pictures Classics

Realização: Wolfganger Becker

Argumento: Wolfganger Becker e Bernd Lichtenberg

Produção: Stefan Arndt

Música: Yann Tiersen

Fotografia: Martin Kukula

Desenho de Produção: Daniele Drobny e Lothar Heller

Edição: Peter R. Adam

Efeitos Especiais: Das Werk

Interpretação: Daniel Brühl (Alexander Kerner), Katrin Sab (Christine Kerner), Maria Simon (Ariane Kerner), Chulpan Khamatova (Lara), Florian Lukas (Denis), Alexander Beyer (Rainer), Burghart Klaubner (Robert Kerner), Michael Gwisdek (Diretor Klapprath), Christine Schorn (Frau Schäfer), Rudi Völler (Rudi Völler), Helmut Kohl (Helmut Kohl)

Depois de terem visionado o filme "Good bye Lenin" é agora o momento para reflectir sobre o mesmo. Ficam aqui alguns pontos que poderão abordar:
  • Gostaram do filme? Porquê?

  • O que é que mais vos marcou no filme?


  • O que ganharam e o que perderam os cidadãos da ex-RDA com o fim do comunismo e com a reunificação da Alemanha?

Eis o trailer do filme, em http://br.youtube.com/watch?v=i7EB47ENNV0


4 comentários:

Rute Cruz disse...

Filme Good Bye, Lenin!

O filme Good Bye Lenin, retrata uma época bastante marcante para todos os europeus, senão mesmo para todo o mundo. Retrata o momento que pôs fim a um período marcado por grandes restrições, o da famosa, e já bastante repetida, Guerra Fria. Este assunto assim como todos os comentários que se relacionam com ele já esta bastante abordado e já não existe muito que possamos dizer de novo. Por esta razão, vou apenas dar uma simples opinião sobre este filme.
A verdade é que o filme retrata, por um lado uma época complicada, mas que por outro lado se transformou num período que abriu as portas para uma nova era da história da Europa. Assim sendo, este poderá ser um tema que emocione muitos e entusiasme outros tantos.
Na minha opinião o filme foi bastante bem conseguido do ponto de vista de retrospectiva histórica ao mesmo tempo que acrescenta, a todo este ambiente dramático, momentos cómicos ao retratar a vida e mentalidade, princípios e ideologias defendidas pela mãe da personagem principal. Essa torna-se na parte mais engraçada do filme, pois acabamos por nos aperceber de quanto os simples factos do quotidiano que mudaram drasticamente, influenciaram a mentalidade e os hábitos dos cidadãos. Principalmente as mudanças foram mais marcantes no lado da RDA, assim como retrata este filme.

O que mais me marcou foi exactamente o facto de tomar conhecimento de uma forma mais directa e clara da real situação que ocorreu após a queda do muro de Berlim e o consequente contacto dos dois mundos e realidades opostas. Juntamente com todos os hábitos que mudaram e que bem foram retratados no filme.

Relativamente ao que a RDA perdeu, podemos dizer, que com isto perdeu um pouco da protecção daquele mundo socialista isolado do resto do mundo e dos perigos e agressões do mundo ocidental capitalista e muito mais agressivo. Até aqueles que defendiam arduamente a mudança se sentiram um pouco feridos com as mudanças que ocorreram.
No entanto, nem tudo foram perdas, e a RDA, pelo contrário ganhou muito mais do que aquilo que perdeu. Principalmente o facto de terem ganho a liberdade, sendo esta uma das fundamentais necessidades à felicidade de todos. Tornarem-se novamente um país só, ou seja a reunificação das duas alemanhas foi bastante positivo para o país, a todos os níveis.

Vasco PS disse...

Adeus Lenine

1.Gostei do filme; tinha um bom argumento, bons actores e faz um retrato surreal de uma RDA sonhada pelo personagem principal, Alex. Tudo isto numa tentativa de salvar a sua mãe. Um valor, dois sentimentos: a Felicidade e o seu preço: a liberdade tão desejada, a saúde de alguém que se ama.

2.O aspecto que mais me marcou foi sem dúvida a originalidade da história. O que teria contecido se o Muro não tivesse caído, se a URSS "ganhasse" a Guerra Fria, se o socialismo perdurasse? O momento, a meu ver, quer por ser uma imagem poderosa e significativa, quer por ser cómica, que mais me marcou no filme foi o derrube da estátua de Lenine em Berlim Oriental, a ser transportada de helicóptero.


3.Com o fim do comunismo na RDA, os seus cidadãos ganharam liberdade em todos os domínios, e perderam segurança e organização...valores talvez.

Soraia disse...

ADEUS LENINE...

Quero começar por dar os parabéns ao argumentista, porque de facto embora esta história seja um pouco surreal, penso que todos nós seríamos capazes de fazer o que Alex fez, para proteger alguém que amamos.

O filme foi muito interessante do ponto de vista emocional, pois a personagem principal “construiu” a Alemanha que sonhara como forma de proteger a sua mãe da nova realidade, a reunificação da Alemanha.
Como o próprio personagem afirmou “A minha mentira ganhou vida própria”.

Relativamente ao momento mais marcante, concordo com a escolha do meu amigo Vasco, pois realmente o momento em que a estátua de Lenine, ao ser transportada de helicóptero, passa em frente à mãe de Alex como que a pedir ajuda de mão estendida, é uma cena muito poderosa, arrepiante até.

Bem, não sei se os cidadãos da RDA ganharam algo ou perderam algo com a reunificação alemã, até porque eu considero um absurdo a divisão da Alemanha em duas partes.

Talvez tenham ganho uma identidade, novos valores e a capacidade de viverem unidos, como uma Nação.

Perderam a segurança económica que tinham, ganharam liberdade.

Paulo disse...

Bom, os meus colegas já referiram os aspectos essenciais e principais do filme “Good bye Lenine”, mas já agora deixo também a minha opinião.

Pessoalmente, gostei bastante de visionar este filme e ainda bem que o pudemos continuar a ver na aula de Área de Projecto, já que foi divertido, emocionante e, até certo ponto, arrepiante. A forma como se misturam as peripécias de uma família do bloco oriental de Berlim, antes da queda do muro dessa cidade, e o drama de um filho que prefere “inventar” um mundo perfeito para não ver a sua mãe sofrer e, neste caso, morrer é quase perfeita, e no seu conjunto beneficia-nos com um bom filme.

Em relação ao aspecto que mais me marcou, e apesar de ter achado espectacular a passagem da estátua de Lenine num helicóptero, tenho de salientar o amor que um filho pode sentir por uma mãe, e isso é algo que ninguém pode mudar. Tudo aquilo por que Alex passou pela sua mãe tocou-me de forma especial.

Relativamente ao último ponto, penso esses habitantes ganharam de facto mais liberdade e melhores condições de vida, além de que puderem em alguns casos reencontrar familiares que se encontravam do outro lado. Foi benéfico para muita gente.
Contudo, algumas pessoas perderam o ideal de uma vida, aquilo que durante tantos anos foi a sua única forma de ver o mundo mudou radicalmente e a transição para um mundo ocidental foi e continua a ser difícil. Além disso, perderam parte da sua segurança a vários níveis, pessoal, social ou do emprego, por exemplo.

Belo filme!