sexta-feira, 4 de abril de 2008

Albânia e Croácia oficialmente convidadas a fazer parte da NATO


Cimeira da Aliança Atlântica, em Bucareste
03.04.2008 - 12h14 Agências

A Albânia e a Croácia foram hoje oficialmente convidadas a juntarem-se à NATO pelos dirigentes da Aliança Atlântica reunidos em Bucareste, indicou o secretário-geral da organização, Jaap de Hoop Scheffer. Por outro lado, ficou entendido que a Macedónia também se poderá juntar ao grupo quando resolver o conflito que mantém com a Grécia por causa do seu nome oficial. No que toca à Ucrânia e à Geórgia, a Aliança comprometeu-se a admitir as suas candidaturas, mas recusou aos dois países, para já, o estatuto de "candidatos oficiais". O primeiro-ministro da Albânia apressou-se a comentar a adesão do país à NATO, afirmando que esse feito irá garantir a liberdade para a nação, mas lamentou a decisão em relação à vizinha Macedónia, indicando que isso poderá encorajar os radicais e provocar a instabilidade nos Balcãs.O Presidente norte-americano, George W. Bush, manteve o seu silêncio sobre a Geórgia e a Ucrânia, mas saudou o convite à Albânia e à Croácia, lamentando que a Macedónia não tenha recebido o mesmo convite. A Grécia mantém um velho diferendo com Skopje sobre o nome da antiga república jugoslava, por considerar que esse nome - Macedónia - pertence ao seu património histórico nacional."Estou contente pelo facto de a Aliança ter convidado a Albânia e a Croácia a tornarem-se membros da NATO", indicou Bush.
Ucrânia e Geórgia ficam, para já, de fora
"A NATO saúda as aspirações euro-atlânticas da Ucrânica e da Geórgia e os dirigentes da NATO estão empenhados em que estes dois países se tornem membros da Aliança", declarou Jaap de Hoop Scheffer, lendo um comunicado à imprensa. Este ponto originou discussões acaloradas até ao último minuto entre os chefes de Estado e de Governo dos 26 países membros, indicaram alguns diplomatas.Por agora - precisou Scheffer - "a NATO vai continuar a manter com Kiev e Tbilissi um diálogo intensivo para a continuação das reformas" e "a situação será revista em Dezembro pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO".A Geórgia apressou-se a qualificar de "histórica" a promessa de se tornar um dia membro da Aliança Atlântica. "A decisão que foi tomada foi a de aceitar que nós avancemos em direcção a uma adesão à NATO e nós consideramo-la como um sucesso histórico", declarou à AFP o ministro georgiano para a integração europeia, Giorgi Baramidze.


Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1324673&idCanal=11
Até onde se expandirá a NATO?

1 comentário:

Rute Cruz disse...

NATO, até onde irás?

A NATO foi e continuará a ser uma organização internacional de países, que tem bastante poder e que continua a atrair a atenção daqueles que pretendem unir-se a esta. Cativa pelo seu poderio e posição na cena internacional, e os países, cada vez mais, vão tendo a noção de que é necessário estarem unidos em favor dos seus interesses, no caso de algum conflito ou desordem, não correr da melhor forma e originar tumultos. A NATO está forte e muitos são aqueles, contra a vontade de outros tantos, que desejam tornar-se membros. Neste caso, a Albânia e a Croácia tiveram o privilégio de serem convidadas para fazerem parte desta. Não tendo problemas em relação ao seu nome oficial, situação que constituiu um verdadeiro obstáculo para a Macedónia ao percorrer estes caminhos até à adesão, nem outro tipo de indefinições ou conflitos, não vejo qualquer impedimento. Já a Ucrânia e a Geórgia, bem tentam, mas parece que ainda não será desta vez. Talvez um dia.

Agora a verdade é que a NATO cresce a olhos vistos e ninguém o pode negar. Não duvido que esta tendência continue, crescendo nesta fase com a gradual adesão de alguns países da Europa de Leste.