domingo, 27 de abril de 2008

Ucrânia lembra os 22 anos da tragédia de Chernobyl

Ucrânia lembra 22º aniversário da catástrofe de Chernobyl (26 de Abri de 1986)

KIEV (AFP) — A Ucrânia prestou homenagem neste sábado às milhares de vitimas da catástrofe de Chernobyl, 22 anos depois do acidente na central nuclear que, segundo Kiev, converteu-se num drama "planetário".
Na sexta-feira à noite, centenas de ucranianos, entre eles o presidente Viktor Yushchenko e outras autoridades, depositaram flores num monumento dedicado às vítimas de Chernobyl em Kiev e acenderam velas durante uma cerimónia religiosa dedicada à tragédia.
Em Slavutich, uma pequena região situada a 50 quilometros da central onde moravam muitos dos funcionários, o dia foi marcado por uma celebração nocturna.
"A catástrofe de Chernobyl tornou-se global e até agora continua a causar estragos à saúde das pessoas e ao meio ambiente", afirmou o ministério da Saúde em um comunicado.
Em 26 de abril de 1986, às 01h23 da madrugada, o reactor número quatro da central de Chernobyl, situado ao norte da Ucrânia, próximo da fronteira com a Rússia e a Bielorrússia, explodiu e contaminou boa parte da Europa, mas principalmente estes três países, na época todos integrantes da União Soviética.
Mais de 25.000 "participantes" da catástrofe, a maioria russos, ucranianos e bielorrussos, que realizavam diversas obras ao redor do reactor que explodiu, faleceram de acordo com informações oficiais.
Um balanço da ONU de Setembro de 2005 calculou que 4.000 pessoas morreram em consequência de cancros registrados na Ucrânia, Bielorrússia e na Rússia.
Oficialmente, somente na Ucrânia calcula-se que 2,3 milhões de pessoas "sofreram as consequências da catástrofe".
Aproximadamente 4.400 ucranianos, crianças e adolescentes no momento da catástrofe foram operadas entre 1986 e 2006 de cancro da tiróide, consequência mais evidente da radiação, segundo o Ministério da Saúde.

De seguida, podem visionar um vídeo do Greenpeace sobre a tragédia de Chernobyl .
Atenção: algumas imagens são chocantes, não devendo ser vistas por pessoas mais impressionáveis.


10 comentários:

The American disse...

O filme é realmente chocante e triste. Nunca tinha visto nada relacionado com este tema e confesso que não me despertou curiosidade de voltar a ver.
Esta tragédia que aconteceu na Ucrânia serviu para mostrar que apesar de muito rentável, a energia nuclear é perigosa e não é um meio por onde um país deve recorrer para a obtenção de energia, mas apenas em último recurso. Infelizmente existem centrais nucleares nos principais países industrializados e nos mais desenvolvidos o que demonstra uma enorme falta de consciência e de bom senso. A tragédia ucraniana deveria ser um exemplo para os países optarem por energias renováveis que apesar de renderem muito muito pouco em relação à nuclear, são energias seguras e o máximo que podem matar é passarinhos (na éolica) que também são importantes mas pronto.
É triste saber que morreram pessoas inocentes devido a um desastre e saber principalmente que ainda hojem sofrem por causa desse erro humano. Ao menos aqui ainda não optaram por centrais nucleares (para já)! E porque penso até que não compensa devido à dimensão do país. Espero sinceramente que não optem por algum dia por.

Paulo disse...

Realmente, é chocante pensar que tanta gente morreu devido a este acidente e ainda mais pensar que tantas pessoas ainda sofrem as consequências deste acontecimento negro na história da humanidade.
Penso que o vídeo não é chocante, mas sim aquilo que se passou a 26 de Abril de 1986, que representou um ponto negro na história da Ucrânia e do mundo. É horrível ver todas aquelas crianças a sofrer com algo do qual não tiveram culpa nenhuma. Mais, é aterrador, é assustador, é algo impensável e que mostra o verdadeiro “poder” da energia nuclear, com a qual não se deve brincar. E se diziam no vídeo que a radiação nuclear da explosão foi 100 vezes superior à bomba atómica de Hiroshima, digo-vos que o acidente de Chernobyl representa apenas uma amostra muito pequena daquilo que seria a explosão de uma bomba H actual. Num teste decorrido durante a Guerra Fria, uma bomba nuclear soviética teve um poder de destruição 500 (!!!) vezes superior às bombas atómicas lançadas em 1945 sobre o Japão.
Em relação ao que o Ricardo disse sobre a hipótese de se apostar na energia nuclear em Portugal, digo que infelizmente já estivemos mais longe disso. Não concordo nada com isso, pois Portugal não tem dimensão que necessite de uma energia tão pesada.
Voltando ao desastre de que fala a noticia, quero deixar aqui as minhas condolências a todas as vítimas, directas ou indirectas, e os votos de melhoras a todos os que ainda sofrem com uma situação que não devia acontecer num mundo moderno como é o nosso.
No more CherNObyl !!!

Paulo disse...

Faço um novo comentário apenas para fazer uma proposta a todos os meus amigos que comentam as noticias e mesmo aqueles que apenas visitam o blog para ler os comentários dos colegas, e também ao professor.
Pelo facto de ter ficado impressionado com o que realmente se passou, gostava que vocês deixassem aqui um comentário que dissesse pelo menos a frase "No more CherNObyl", para de certa forma prestar homenagem às vitimas e mostrar que não queremos de forma alguma que estas situações se perpetuem.
Não custa nada e fica bem. Eu já o fiz no final do meu comentário inicial, e vocês também podem fazê-lo.

Vasco PS disse...

No more CherNObyl.

P.S. Este é um tema de grande importância, pois o nuclear é um dos sectores energéticos em que mais se aposta na Europa. Espero que não se tente instalá-lo em Portugal. Não concordo totalmente com o Paulo quando afirma que Portugal não tem dimensão para receber o nuclear; existem países na Europa mais pequenos que o têm; para além disso, a energia é essencial, sobretudo hoje, quando se assiste a uma subida dos preços do petróleo insustentável. (e as energias renováveis não resolvem tudo, infelizmente) Há ainda que salientar que existem centrais nucleares em Espanha, aqui tão perto; se houver tal acidente (e espero que não) o efeito será sentido como se tratasse de uma central portuguesa.

The American disse...

No more CherNObyl!

Soraia disse...

No more Chernobyl!!!!

Este é um tema realmente preocupante e embora eu nunca tivesse visto um filme sobre este assunto, fiquei de facto chocada.
Acho no entanto, que infelizmente a única forma de acordar as pessoas para as situações mais graves que acontecem no mundo e através da visualização de imagens chocantes. É assim com a fome, com a pobreza, com o ambiente, com a guerra.
A tragédia de Chernobyl foi devastadra, e ainda hoje, passadas mais de duas décadas, se sentem alguns efeitos daquele acontecimento fatídico.

Concordo plenamente com o Vasco, quando ele refere que se devia apostar em energias renováveis, principalmente no caso português. No nosso país temos excelentes condições para apostar em energias renováveis, pois o Norte tem muito potencial ao nível da energia eólica e a parte sul do país, nomeadamente Alentejo e Algarve, têm um grande potencial ao nível da energia solar.
É necessário, no entanto, ter em conta que as energias renováveis ajudam muito mas não resolvem totalmente o problema e na minha opinião, é necessário encontrar uma solução efectiva e eficaz, porque o mundo não pode continuar tão dependente do petróleo, que como sabemos é uma fonte de conflitos e tensões e uma arma de chantagem do Médio Oriente contra o Ocidente.
Esperemos que a situação ocorrida em Chernobyl não se repita e que o Homem não continue a destruir o Planeta Terra, com erros atrás de erros,caso contrário, depois será tarde demais.

Vasco PS disse...

Prevê-se uma subida dos preços do petróleo esta noite. Nuclear cada vez mais perto!

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

No more Chernobyl!

Este é daqueles momentos mais deploráveis da nossa história.
Foi considerado o pior desastre nuclear da mossa história e 100 vezes mais radioactivo que Nagasaki! Tornou inabitáveis 76 cidades na suas redondezas e como se não bastasse a radioactividade libertada para a atmosfera afectou todos os países circundantes. Este desastre ocorreu há 22 anos e ainda parece estar muito presente na memoria de todas aquelas vitimas da falta de cumprimento das normas de segurança dos cientistas encarregues da central nuclear.

A cidade passou a ser um local inóspito onde o risco de ser contaminado pela radioactividade é praticamente certo. O reactor continuou a expelir material radioactivo durante 10 dias e alguma dessa radioactividade ainda se encontra de certa forma a contaminar a biodiversidade.

Este incidente foi ocultado pelas autoridades russas que foram obrigadas a confirmar depois de se terem registado níveis de radioactividade muito elevados na Dinamarca.
O número de mortos nunca foi calculado, o número de vítimas deste desastre continua a aumentar porque a grande radioactividade daquela área ainda afecta os seus habitantes que nascem com deformações e problemas que os irão acompanhar toda a vida.

Para concluir deixo uma pergunta no ar...

Será que é possível que outro acidente como o de Chernobyl possa vir a acontecer num futuro próximo?

Aline disse...

Deixo aqui os meus sentimentos pelas vítimas,pois por mais que o tempo passe,não será possível apagar da memória essa tragédia.E parabenizo o autor dessa matéria,porque é dessa forma,mostrando a realidade do que e´,e do perigo da energia nuclear,que se pode abrir os olhos da população.