sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A polémica sobre a utilizaçao de scanners corporais


A utilização de scanners corporais nos passageiros nos aeroportos como medida preventiva no combate ao terrorismo está a criar uma grande polémica internacional, nomeadamente por poder pôr em causa a privacidade e até a saúde dos passageiros.

A grande questão que se coloca é a seguinte: vale a pena sujeitarmo-nos a este aparelho em nome da nossa segurança?

Leiam de seguida a notícia do dia de hoje publicada pelo JN na sua página electrónica:


Scanners corporais não são única solução de segurança nos aeroportos

A secretária de Segurança Nacional norte-americana voltou hoje, sexta-feira, a ser questionada pelos jornalistas sobre a polémica tecnologia dos scanners corporais, que está actualmente a ser alvo de estudos por parte da Comissão Europeia sobre a sua eficácia e eventual impacto em questões como saúde e privacidade dos passageiros.

Questionada pela Agência Lusa sobre se a não introdução uniforme dos scanners reduziria a eficácia sobre quaisquer medidas de segurança aérea, Janet Napolitano afirmou que há várias medidas e alternativas que podem ser tomadas e que o mais importante é trocar informações e a vontade comum de responder à ameaça global do terrorismo.

"Esta é uma questão internacional, que tem a ver com a segurança do espaço da aviação internacional e por isso queremos consenso internacional. A Europa está a trabalhar com os EUA porque precisamos, como nações responsáveis, de proteger a segurança dos passageiros", afirmou.

"Mas dentro deste consenso há varias formas e equipamento que pode ser usado. Pode haver e vai haver variedade. E em alguns aspectos essa variedade é útil", sublinhou.

Para Janet Napolitano qualquer política que assente apenas em "métodos idênticos" pode até ser prejudicial porque "os terroristas aprendem esse método".

O mais importante continua a ser, disse, "cooperar, trocar experiências e boas práticas, melhorar os padrões de segurança e trabalhar com Governos em todo o mundo para melhorar a segurança" na aviação.

A secretária norte-americana analisou na quinta-feira, com os ministros europeus do Interior, a questão do combate ao terrorismo e em particular as medidas de reforço da segurança do transporte aéreo.

Oficialmente, a questão dos scanners corporais não foi referida na reunião - apesar de várias nações europeias terem já anunciado que os vão implementar e de os Estados Unidos terem já instalado 40 (que aumentarão para 450 até ao final do ano) nos seus aeroportos domésticos.

Janet Napolitano voltou hoje a defender a tecnologia, referindo que os scanners têm evoluído muito rapidamente, desde as primeiras versões que suscitaram mais preocupação em torno de temas como a privacidade.

"Hoje, os rostos dos passageiros são cobertos (nas imagens) e o leitor nem sequer está na zona da fila", afirmou. "Mas há muitas coisas que podem ser feitas nos aeroportos além ou independentemente dos scanners", reiterou.

Janet Napolitano segue para Genebra (Suíça) onde se reúne com responsáveis da IATA (Associação de Transporte Aéreo Internacional), organismo que reúne mais de 320 empresas aéreas de todo o mundo.

"Este tem que ser um esforço internacional, para ver como se pode melhorar a segurança de pessoas e países", explicou.



Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1476197


Em complemento a este "post", o blogue "Um Mundo Global" apresenta uma sondagem (no topo da coluna da direita) em que se pergunta se concordam ou não com utilização dos scanners corporais nos aeroportos como medida preventiva no combate ao terrorismo.

1 comentário:

Leandro disse...

Em nome da segurança do país em questão, em nome da segurança da pátria, não vejo por que não usar este novo sistema de segurança avançado. Contudo, é verdade que levanta muita polémica na questão da privacidade dos clientes. Todavia, podem ser tomadas medidas de precaução, mantendo a privacidade dos utentes. Ou seja, os resultados do scanner de uma dada pessoa não deve ser vista em público e sim só presenciado por uma autoridade de segurança competente que contemple os resultados. Assim, as pessoas passam pelo scanner, normalmente, os trausentes presentes não têm acesso às informações do cliente em questão e é certificado que a pessoa que se submeteu ao scanner não é nenhum atentado à seguraça pública.