sábado, 7 de fevereiro de 2009

Igespar aprova plano para o centro histórico


O Plano de Gestão do Centro Histórico do Porto, apresentado no passado dia 5 de Dezembro, foi aprovado pelo Igespar (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico). De acordo com o site da Câmara do Porto, a aprovação data de 12 de Janeiro e sugere apenas "pequenas alterações de pormenor", relacionadas com nomenclaturas utilizadas no documento original, a fim de se permitir "uma melhor compreensão por parte dos serviços da UNESCO". A apresentação de um plano desta ordem é uma exigência da UNESCO para todas as áreas classificadas por este organismo internacional. No caso do Porto, apesar da classificação como Património da Humanidade já ter 12 anos, só agora foi possível concluir o plano de gestão. A responsabilidade foi assumida pela Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana e coordenado pelo arquitecto Rui Loza, membro do conselho de administração daquela entidade. O plano inclui um levantamento exaustivo de todo o edificado do centro histórico - o que levou à identificação de cerca de sete mil habitantes, distribuídos por 1796 edifícios, 578 dos quais em mau estado. A SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana) estima que serão necessários 235 milhões de euros para recuperar o centro histórico, o que deverá ser feito recorrendo a nove operações de reabilitação (a décima, na zona da Ribeira/Barredo já está concluída). O trabalho vai ser guiado por dois eixos de intervenção transversais (a preservação e valorização do edificado, por um lado, e o envolvimento da população, por outro) e três temáticos (turismo, indústrias criativas e o rio Douro). A gerir e monitorizar tudo isto estará, numa primeira instância, a própria SRU, mas o objectivo é que a gestão do centro histórico venha a ficar nas mãos da Unidade de Gestão da Área Urbana (UGAU). Esta nova entidade de gestão deverá começar a funcionar no Morro da Sé, como experiência-piloto, e está já um pouco atrasada, uma vez que o arranque tinha sido anunciado para finais de Janeiro. O objectivo é que a UGAU cresça paulatinamente, abarcando, em alguns anos, todo o centro histórico. (Público, 06.02.09)



Ainda bem que, finalmente, foi aprovado o Plano de Gestão do centro Histórico do Porto! Há 578 edifícios em mau estado que têm de ser urgentemente reabilitados.

3 comentários:

Daniel12H disse...

esta sim é uma noticia boa para todos os portuenses e também todos os portugueses!

o Porto é uma das cidades mais visitadas por turistas e apesar de eles gostarem muito da cidade tradicional e de todas as zonas que a constituem tal como a zona da famosa Ribeira a linda Ribeira do Porto, acabam sempre por ficar com a ideia que o Porto é uma cidade muito velha e degradada!

é urgente que os edifícios sejam restaurados, não modificados mas sim restaurados. para que a cidade fique mais viva mais jovem!

É de louvar esta aprovação e ainda mais será quando as obras começarem e terminarem para todos vermos o resultado... :D

Grande Porto

cristiana_alves disse...

Como disse o Daniel, esta sim é uma notícia que agrada aos portugueses, mas claro que principalmente aos portuenses!

Vivemos numa cidade repleta de monumentos extraordinários, mas que se encontram bastante degradados, e seria óptimo para a cidade que se fizessem programas de reabilitação desses monumentos.

Uma das zonas, do meu ponto de vista, mais bonitas da cidade, é a zona ribeirinha, mas o que dá pena, é que ao ir para essa zona, e ao passar pela Rua Mouzinho da Silveira, dá uma enorme pena a situação em que os vários edifícios se encontram!
Imensas lojas abandonadas, casas extremamente degradadas, e tudo isto acaba por dar uma enorme tristeza, e uma imagem negativa da própria zona.

Cristiana Alves
12ºH

beatriz disse...

É realmente uma boa notícia saber que o nosso Porto vai ficar ainda mais bonito!
Urge melhorar a aparência e o interior dos edifícios para que os seus habitantes usufruam de maior segurança, qualidade e possam viver em condições mais dignas. Por outro lado, acho que esta iniciativa irá atrair a população mais jovem para o interior da cidade e, assim, rejuvenescê-la e torná-la mais dinâmica.