quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Comércio Justo



O Que é o Comércio Justo?

O Comércio Justo e Solidário é “uma parceria comercial baseada no diálogo, transparência e respeito. Contribui para o desenvolvimento sustentável oferecendo melhores condições de comércio tendo em conta os direitos dos produtores e trabalhadores marginalizados, especialmente no Sul do mundo.”


Princípios do Comércio Justo

1. O respeito e a preocupação pelas pessoas e ambiente, colocando as pessoas acima do lucro (“people before profit”);
2. A criação de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condições de vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo (um preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecção ambiental e da segurança económica);
3. Abertura e transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos e métodos de comercialização;
4. Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os afectam;
5. A protecção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas;
6. A consciencialização para a situação das mulheres e dos homens enquanto produtores e comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades;
7. A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo;
8. A educação e a participação em campanhas de sensibilização;
9. A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.


Actores do Comércio Justo

Produtores
Importam-se produtos do Comércio Justo (alimentares, têxteis e artesanato) de mais de 800 cooperativas de 45 países do Sul do Mundo. Estas cooperativas representam grosso modo cerca de 1 milhão de trabalhadores (entre agricultores e artesãos) e estima-se que 5 milhões de pessoas beneficiem da justiça que este movimento promove (melhoria das condições de trabalho e vida através do pagamento de um preço mais justo e do pré-financiamento em 50%).

Importadores
Existem cerca de 50 organizações importadoras, normalmente Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD), espalhadas pela maioria dos países da UE, bem como no Japão, Canadá, EUA e Austrália.

Lojas do Mundo
Só na Europa existem 2740 Lojas do Comércio Justo. A Alemanha surge destacada com quase 800 Lojas do Mundo, seguida de países como a Holanda, Bélgica e Itália, na ordem das 300 Lojas, terminando aqui ao lado na Espanha com cerca de 70 Lojas e Portugal com 9 Lojas do Comércio Justo.


Produtos e Mercado

Os produtos do Comércio Justo agrupam-se em três categorias:
alimentares (chá, cacau, açúcar, compotas, bolachas, caju, mel, guaraná, especiarias e finalmente o café,…), têxteis (t-shirts, camisas, calças, tapetes, lenços, mantas,…) e artesanato (bijuteria, artigos para casa ou cozinha, cestaria, jogos educativos, carteiras, espanta-espíritos, velas, papel e vidro reciclado,…).
Estes produtos chegam ao consumidor final europeu através de dois grandes canais: as 2740 Lojas do Comércio Justo e cerca de 60 000 mil supermercados (aqui graças à certificação de produtos).
As Lojas do Comércio Justo vendem, anualmente, produtos do Comércio Justo no valor de 92 milhões de Euros (50% produtos alimentares).
Por ano, as Lojas do Mundo e os supermercados vendem produtos certificados no valor de 210 milhões de Euros. No total, produtos certificados e não certificados representam um valor total de mercado na ordem dos 260 milhões de Euros.
O sector de Comércio Justo na Europa representa actualmente mais de 3000 postos de trabalho, apoiados por 100 mil voluntários.


Critérios das Lojas do Comércio Justo


1. As Lojas do Comércio Justo apoiam a definição e os princípios do Comércio Justo através da sua missão, valores, material de divulgação e actividades;
2. A função principal das Lojas do Comércio Justo é a promoção do Comércio Justo, através da venda de produtos comercializados de modo justo, da informação e da participação em campanhas de sensibilização;
3. As Lojas do Comércio Justo reinvestem os seus lucros no circuito do Comércio Justo, nomeadamente no fortalecimento das estruturas de importação e produção e na melhoria das infra-estruturas e serviços acessíveis aos produtores;
4. As Lojas do Comércio Justo informam o público sobre os seus objectivos, a origem dos produtos, os produtores e o Comércio Mundial. Elas apoiam as campanhas que promovem a melhoria da situação dos produtores, bem como as que visam influenciar as políticas nacionais e internacionais.

Fonte: http://www.reviravolta.comercio-justo.org/?p=37


Fiquem agora com alguns vídeos sobre Comércio justo.





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