quarta-feira, 28 de maio de 2008

Rede Nacional de Consumo Responsável


Em que pensamos quando compramos um produto de que necessitamos? E quantas vezes pensamos na sua origem? Aquela T-shirt preferida ou os sapatos que têm aquele formato ou aquela cor. Até mesmo o café, sumo, chá que costumamos comprar.


A sociedade de consumo actual promove grandes desequilíbrios sociais e ambientais, traduzidos nas imagens que diariamente nos entram em casa pelos meios de comunicação social. Todos os nossos gestos e opções diárias afectam não só a nossa vida mas a vida de outras pessoas e põem em causa a sustentabilidade do planeta.

Mas é também verdade que o consumo é inevitável e até necessário para a circulação e manutenção dos sistemas económicos.

Como resolver, então, este paradoxo? Como garantir a protecção dos direitos humanos, a preservação do ambiente e a sustentabilidade económica e cultural?

É fundamental educar e mobilizar a sociedade civil - e em especial as gerações mais jovens – para a mudança dos hábitos de consumo, tornando-nos mais críticos, exigentes e responsáveis, como exercício da nossa cidadania.




Ao longo do 2º e 3º período tiveram, nas aulas de Geografia C, algumas sessões promovidas pela Rede Nacional de Consumo Responsável, orientadas pela Drª Ana Luísa Coelho. Foram desenvolvidas actividades no âmbito da dimensão ética do consumo dinamizadas pelo Clube de Direitos Humanos.


Qual é o balanço que fazem das actividades desenvolvidas nas aulas?


Para conhecerem melhor o projecto visitem o site da rede em: http://www.consumoresponsavel.com/




6 comentários:

Vasco PS disse...

O projecto que foi desenvolvido pela nossa turma, ao longo dos 2º e 3º Períodos deste ano lectivo, promovido pelo Clube dos Dtos. Humanos e orientado pela Dra. Ana Luísa Coelho, foi, a me ver, uma experiência enriquecedora, fundamental ao nosso dia-a-dia.

Relativamente à palestra sobre o Comércio Justo há que frisar que foi, sem dúvida, um “lançar de bases” para todos nós, não só enquanto alunos, mas sobretudo enquanto cidadãos. O conceito de Comércio Justo, provavelmente, desconhecido, pelo menos de forma aprofundada, para muitos de nós, foi-nos exposto de uma forma excelente pela representante da Associação Reviravolta. Aprendemos, se assim podemos dizer, o desenrolar da história do Comércio Justo, na Europa e em Portugal. Aprendemos acerca dos produtos que podemos adquirir, de uma forma mais digna e igual, vindos dos chamados países do Sul.

Na segunda actividade, abordámos a questão do ciclo do café e descobrimos quão injusto este é; passámos a ver realmente como os países mais ricos se sustentam à custa dos mais pobres; ficámos espantados com a mísera percentagem de lucros que são obtidos pelos produtores de café, que vivem num regime de auto-suficiência, face aos comerciantes, por exemplo. A mensagem que ficou, pelo menos para mim, desta palestra, foi que nós, Consumidores, somos quem, na verdade, decide os destinos do comércio global, pois são as nossas opções, quase sempre descuidadas, que continuam a alimentar um ciclo vicioso que explora, todos os dias, inúmeras famílias em países cujos nomes ouvimos só pelas notícias e, geralmente, pelos piores motivos. A falta de formação para um consumo e cidadania responsáveis tem como consequência o perpetuar de situações que, mesmo sabendo que são reais, nos passam muitas das vezes “ao lado”. A quantidade de imagens diárias de miséria, pobreza, abandono, com as quais nos deparamos diariamente, apresentam-se como questões que podemos ajudar a solucionar através da caridade. No entanto, a sociedade em que nos inserimos nunca nos ensinou que, na realidade, somos em parte responsáveis pelo que se passa, no que respeita às injustiças associadas ao comércio e ao capitalismo desenfreado dos nossos dias.

Por fim, tivemos esta última acção, a meu ver, bastante interessante, com actividades, que mais uma vez, nos possibilitaram de uma maneira simplificada, ter consciência da realidade de muitos trabalhadores do sector têxtil em países do Terceiro Mundo.

O balanço de todas estas actividades é, sem dúvida, muito positivo. Creio que todas as escolas deviam desenvolver projectos como este, pois ajudam-nos a ser, sobretudo, mais responsáveis e a pensarmos por nós próprios. Há, assim, que agradecer à Prof. Manuela Vieira pelo facto de manter vivo o Clube que nos proporcionou estas e outras acções, fazendo cumprir, desta forma, um dos papéis da Escola que é, muitas vezes, deixado para segundo plano; há que saudar a Dra. Ana Luísa, primeiro, por ser uma pessoa de convicções fortes e que sabe que o seu contributo é muito importante para uma sociedade mais saudável e justa, segundo, por ser uma excelente oradora; por fim, tenho que agradecer ao Prof. Eduardo Vales, que mostrou um grande interesse que nós, alunos, pudéssemos aceder a toda esta informação, enriquecendo as nossas aulas, ou, sendo mais justo, que tentou, de uma forma exemplar, criar verdadeiras aulas, tendo em conta que ter uma disciplina não é só cumprir programas (ou pelo menos não deveria ser), mas educar para a vida.

O meu bem-haja aos três. Parabéns pelas iniciativas.

The American disse...

Serei muito breve a comentar este post...
Achei que estas sessões dadas nas aulas de geografia C foram muito enriquecedoras e produtivas. Foram ditas coisas que já tinhamos alguma ideia, mas por outro lado aprendemos também a "viver" pensando de outra forma no que diz respeito ao consumo, principalmente. Creio que estas sessões de sensibilização deveriam ser expandidas para a restante comunidade escolar porque é sem dúvida uma mais valia para todos.

P.S. -Para quem gostou daquele filme visualizado numa outra palestra em que o 12ºH participou sobre o consumismo, aqui têm o link para o voltarem a ver:
http://www.youtube.com/watch?v=eVXFQn9aw3o.

Soraia disse...

As palestras a que nós assistimos promovidas pela rede nacional de consumo responsável, foram muito enriquecedoras e contribuíram para a formação de cidadãos mais responsáveis e conscientes do que podem fazer para mudar o mundo.

A última palestra a que assistimos, que teve como subtema o vestuário, fechou um ciclo de aprendizagem e conhecimento para aqueles que tiveram o privilégio de assistir.
Penso que a metodologia usada nestas palestras foi muito boa, tendo conseguido manter os alunos interessados e atentos durante toda a palestra.

Sem dúvida que ficámos com uma base de conhecimentos relativos ao comércio justo e às condições em que são produzidos muitos dos produtos que consumimos, que muitos jovens da nossa idade não possuem.
Gostei particularmente do à vontade e da dedicação com que a Dra. Ana Luísa Coelho, realizou estas palestras e da forma como interagiu connosco.

Este ano, foi um ano de muito trabalho e esforço intelectual, mas penso que o balanço é muito positivo, visto a quantidade de conhecimentos que adquirimos e que nos são úteis no quotidiano.

Este projecto, revelou-nos a realidade daqueles que são explorados e trabalham em condições miseráveis, para que nós, consumidores dos países ricos, tenhamos tanta opção de escolha. Tomar consciência desta realidade, mostrou-me que mudar esta situação só depende de nós consumidores, e que nesse campo, ainda há muito por fazer.

Parabéns pela iniciativa. Foi realmente muito interessante.

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

Bem... já tenho repetido isto e volto a repetir que estas palestras são uma mais valia para a nossa formação como cidadãos mais responsáveis e para que acima de tudo nos ajude a saber como "consumir"... ou seja quando pensarmos em comprar roupa ou qualquer tipo de comida saibamos o que estamos a comprar e em que condições de produção é que esses bens de consumo foram de alguma forma respeitadoras dos direitos dos seus produtores.

Infelizmente, tal como a Dr. Ana Luísa Coelho explicou e alertou, esses direitos não são respeitados e os trabalhadores e os produtores são sujeitos a uma situação de escravatura. Durante essa palestra tivemos a oportunidade de ler um texto fornecido pela Dr. Ana que explicava exactamente as condições em que uma rapariga guatemalense trabalhava sem que lhe pagassem o que ela merecia.

Fico abismado como é possível que em pleno séc. XXI esta situação esteja a acontecer.

Para concluir quero deixar um apelo aos meus caros colegas para que olham para aquele monte de etiquetas que as camisolas ou as calças normalmente trazem e procurem aquela que diz onde esse produto foi produzido, e se nessa etiqueta leram "Made in China" ou "Made in Guatemala" pensem na constante violação dos direitos humanos e da escravatura que a que os trabalhadores desses países são sujeitos todos os dias... e o pior disto tudo é que esses produtos são maioritariamente feitos por crianças mais novas que nós e que por causa da nossa sociedade de consumo não podem ir á escola e viverem um infância feliz tal como nos vivemos...

Antes de terminar este comentário quero felicitar a Dr. Ana Luísa Coelho pela excelente palestra que deu e pela maneira como motivou a turma.

Paulo disse...

Em primeiro lugar quero dizer que estas palestras representam uma enorme mais-valia para a nossa formação e para o desenvolvimento do nosso espirito critico.

Tendo dito isto, penso que as três actividades que se inserem neste contexto, toda elas foram importantes e muito interessantes, sobretudo pelo facto da professora Ana Luísa Coelho ser uma pessoa extremamnete simpática e de ter abordado estas temáticas de um forma simples e elucidativa, que nos permitiu perceber melhor aquilo que acontece nos países menos desenvolvidos e que baseiam a sua subsistência em trabalho árduo ou até mesmo escravo, o que até não surpreende muito, pois já sabemos em que mundo vivemos.

Assim, foi, diria eu, crucial termos aprendido tanto de uma forma tão simples e fácil, e deixo os meus agradecimentos a todos os que nos proporcionaram estas boas e enriquecedoras experiências.