sábado, 11 de outubro de 2008

Bush e países do G7 querem "resposta mundial séria" à crise financeira

Ministros das finanças do G7 posam numa foto de grupo depois de terem reunido ontem no Departamento do tesouro dos EUA

Encontro em Washington

O Presidente norte-americano George W. Bush, acompanhado dos líderes financeiros do G7, afirmou hoje em Washington que todo o mundo está de acordo sobre a necessidade de se dar “uma resposta séria, à escala mundial”, para combater a crise histórica que ameaça o sistema financeiro internacional.“Cada um de nós reconhece que se trata de uma grave crise mundial e, consequentemente, ela requer uma resposta séria à escala mundial”, declarou Bush, a partir da Casa Branca, após uma reunião de cerca de 40 minutos com os ministros das Finanças do G7, o presidente do Banco Mundial e o director-geral do FMI."Tenho confiança que as maiores economias do mundo vão conseguir enfrentar os desafios que enfrentamos", disse o Presidente norte-americano.Ontem à noite, os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G7 adoptaram um plano de acção em cinco pontos, com o intuito de desbloquearem os mercados financeiros, permitirem aos bancos aumentarem os capitais junto dos sectores público e privado e desbloquearem o mercado do crédito imobiliário. Apesar disso, os analistas consideraram, logo após a reunião, que não saiu do encontro nada suficientemente forte que acalme os mercados. A Bolsa saudita, a primeira a funcionar depois do encontro do G7, abriu hoje em baixa (sete por cento), abaixo dos 6000 pontos. Washington deverá acolher igualmente, esta tarde, uma reunião do G20 reunindo os ministros e banqueiros centrais dos países mais ricos e emergentes. Paralelamente, os líderes dos 15 países da zona euro anunciaram que vão reunir-se de emergência amanhã, em Paris, para "definir um plano de acção conjunto da zona euro e do Banco Central Europeu (BCE) face à crise financeira".As grandes bolsas mundiais terminaram esta semana com resultados dignos da definição de “crash” – baixas de mais de 20 por cento durante alguns dias –, justificando assim as comparações com as crises de 1929 e de 1987. Nem as baixas nas taxas de juros, nem as operações maciças de apoio aos bancos com fundos públicos, nem as garantias dos depósitos decididas pelos governos e nem os apelos à calma dos grandes banqueiros internacionais têm conseguido travar o pânico.




Como já devem ter reparado, quer o G7, quer a UE, face à crise global no sistema financeiro, falam numa"resposta séria à escala mundial" (G7) e num "plano de acção conjunto" (UE). É a globalização meus amigos!...

1 comentário:

beatriz disse...

Nas últimas semanas temos ouvido falar várias vezes da crise económica mundial e das consequências que esta pode trazer. Somos todos os dias confrontados com a desvalorização do valor das acções das multinacionais e das empresas nacionais que constituem o PSI20.
Realmente a globalização é uma das causas que provoca este clima de pânico que se está a viver a nível global, porque um problema que apareça num canto do mundo alastra-se a todos os países. Estamos todos muito dependentes uns dos outros, principalmente dos mais fortes!

É preciso encarar o problema com força e com coragem, porque nas outras crises económicas que existiram tudo foi ultrapassado!

Outro dia, num progama de televisão, compararam a crise com um incêndio e explicaram que se numa sala cheia de gente, em que as portas abrem para dentro, surgissem chamas, as pessoas ao correrem para a saída tinham de se contrair e recuar um pouco para conseguirem abrir a porta e escaparem. Para evitar este problema as portas devem abrir para fora para facilitar a fuga. Assim, a solução para este problema mundial passa por criar medidas bem estruturadas, bem pensadas e que beneficiem todos, para que quando as pusermos em prática (ou seja, quando abrirmos a porta) possamos sair com a maior das seguranças, sem "atropelar" ninguém e vendo as coisas a melhorar (ou mesmo já melhoradas)!

A luz ao fundo do túnel está à espera de ser descoberta para lá de uma porta que abre para fora! :p