sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nobel da Economia atribuído a Paul Krugman


O Nobel da Economia foi atribuído ao norte-americano Paul Krugman, 55 anos, pelo seu trabalho sobre os padrões do comércio e a localização das actividades económicas, anunciou hoje o Comité Nobel. Crítico da Administração Bush e professor da Universidade de Princeton, Paul Krugman elaborou uma nova teoria que integra pesquisas díspares sobre o comércio internacional e a geografia económica, indicou hoje a academia. No ano passado, o prémio foi atribuído igualmente a três norte-americanos. Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson desenvolveram trabalhos sobre os mecanismos de trocas destinados a melhorar o funcionamento dos mercados. Os efeitos do comércio livre, a globalização e o que está por detrás das urbanizações em todo o mundo têm sido a base do trabalho de Paul Krugman. A teoria de Krugman é baseada na premissa de que muitos bens e serviços podem ser produzidos a preços mais baratos em grandes quantidades, um conceito conhecido por economias de escala. Mas é preciso ter em conta que os consumidores exigem uma grande variedade de produtos. A partir daqui se deduz que as pequenas produções, destinadas a um mercado local, têm tendência para serem substituídas por grandes produções para o mercado global, onde a competição é forte. A nova teoria de Krugman clarifica porque é que o comércio internacional é dominado por países não apenas com as mesmas condições, mas que também exportam produtos idênticos. As economias de escala combinadas com a redução dos custos de transportes ajudam igualmente a explicar a concentração da população mundial nas cidades e por que é que actividades económicas parecidas se encontram nos mesmos locais. Os baixos custos dos transportes podem incentivar as concentrações metropolitanas e dão corpo a produções cada vez maiores, a salários mais elevados e a uma maior diversificação de produtos ao dispor dos consumidores. Por sua vez, este fenómeno atrai mais migração para as cidades. Kurgman provou que no culminar deste processo as regiões passam a ter áreas urbanizadas centrais com alta tecnologia e outras áreas menos desenvolvidas na periferia.

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345827 (13/10/08)

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