quinta-feira, 6 de novembro de 2008

CHAVES: Exploração de pecuária sequestrada devido a foco de língua azul


Uma exploração de 141 ovinos do concelho de Chaves está sequestrada devido à detecção de um foco do serótipo 1 da doença da Língua Azul, revelou hoje a Direcção-Geral de Veterinária (DGV). A DGV refere que a exploração de Chaves se encontra sob sequestro sanitário e sujeita a medidas de desinsectização. Segundo o comunicado da DGV, foi determinado o alargamento da área geográfica sujeita a restrições por serótipo 1 à totalidade do território continental. Uma situação que se deve ao facto de a exploração se encontrar em zona livre, face à avaliação epidemiológica e tendo ainda em conta a existência de circulação deste serótipo no território espanhol contíguo com a fronteira norte de Portugal. Na área geográfica sujeita a restrições, para além da limitação de movimentos e a adopção de medidas de prevenção, foi determinada a obrigatoriedade de vacinação com vacina inactivada contra o serótipo 1 da Língua Azul dos animais da espécie ovina, bem como dos bovinos objecto de movimentação. A doença da Língua Azul tem sido detectada em Portugal desde os finais de 2004, mas sempre devido a vírus do serótipo 4, tendo o serótipo 1 sido detectado pela primeira vez no país a 21 de Setembro de 2007, no concelho de Barrancos, no interior alentejano e junto à fronteira com Espanha. Desde a detecção daquele primeiro foco, foram implementadas novas medidas sanitárias, como a criação de uma nova zona de restrição e controlo, que engloba os concelhos das regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e sete na região Centro. Segundo a DGV, no início de Outubro foi efectuado um alargamento da área geográfica sujeita a restrições aos concelhos de Porto de Mós, Batalha, Marinha Grande, Leiria e Pombal devido à ocorrência de três resultados positivos a serótipo 1 do vírus da Língua Azul numa exploração de ovinos do concelho de Porto de Mós com 40 animais, na sequência de uma suspeita por sintomatologia clínica. A Língua Azul é uma doença de origem vírica que infecta todos os ruminantes, mas que apenas se manifesta de forma grave na espécie ovina e não afecta os seres humanos, nem apresenta qualquer impacto para a saúde pública e segurança alimentar. (Repórter do Marão)

1 comentário:

beatriz disse...

A doença da língua azul, a par da BSE, da brucelose, da peste suína, da febre aftosa e da gripe das aves, é um problema que afecta o sector da pecuária, principalmente os ovinos e bovinos, e que pode resultar de uma má alimentação e de fracos cuidados de saúde.

A Língua Azul ou Febre Catarral Ovina é uma doença provocado por um vírus, transportado por um mosquito do género Culicoides, que afecta ruminantes domésticos e selvagens. A transmissão da doença é feita exclusivamente pela picada do mosquito.
Os animais mais afectados são os ovinos, podendo a espécie bovina ser transmissora do vírus, não manifestando quaisquer tipos de sintomas.
O consumo da carne dos animais, sujeitos às inspecções sanitárias habituais, não implica qualquer risco para o consumo humano.


Para o combate a esta doença foram tomadas medidas como: o recurso à quarentena e controlo de movimentos dos animais para prevenir a disseminação de doença; o controlo de população de mosquitos; a vigilância do vírus; definição de zonas livres e áreas afectadas; vigilância do soro sanguíneo em bovinos; testes de pré movimentação para os bovinos e vacinação para os ovinos.

A língua azul apresenta consequências socioeconómicas ou sanitárias graves, com repercussão severa no comércio internacional de animais e produtos de origem animal.