sábado, 29 de novembro de 2008

Duffy - Warwick Avenue

Duffy - Warwick Avenue


Se quiserem recordar "Mercy" (que já passou por este blogue na altura em que foi lançado)cliquem aqui.

Quais as razões para a crise na Tailândia?

Protestantes anti-governo no aeroporto de Banguecoque

Protestantes anti-governo ocuparam os principais aeroportos de Banguecoque na quinta-feira, obrigando ao cancelamento de vários voos. Este foi o último desenvolvimento de uma campanha de rua contra o Governo tailandês que já dura há seis meses. A encabeçar os protestos está a Aliança do Povo para a Democracia (People's Alliance for Democracy, PAD). Eis algumas Perguntas e Respostas do jornal Público.
Por que deixou a polícia que o PAD ocupasse os aeroportos?

A polícia está desesperada por evitar uma repetição de 7 de Outubro, quando duas pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas em confrontos em frente ao Parlamento. O PAD está armado e já dispararam sobre a polícia no mês passado, o que sugere que qualquer tentativa de os afastar pela força, pode resultar em várias baixas, aumentando as hipóteses de intervenção militar. Outras possíveis razões para a polícia não actuar vão desde a incompetência até ordens que são canceladas por instâncias superiores.

Como é que a ocupação do aeroporto ajuda o PAD?


O caos provocado está a retirar apoio popular ao PAD, principalmente porque o turismo, que emprega 1,8 milhões de pessoas, será muito afectado. Mas o objectivo principal é tornar Banguecoque ingovernável e desencadear um golpe de estado contra um governo, que dizem ser um peão do antigo líder no exílio, Thaksin Shinawatra. No caso de ser instalado um governo militar interino, o PAD teria mais hipóteses de avançar com as suas “novas políticas”, assegurando que o Parlamento ficaria repleto de seus nomeados. Alguns dos planos do PAD têm como nomes de código “Hiroshima” e “Nagasáqui”, e os seus ideólogos já foram citados a dizer que são necessários assassinatos políticos.

Quem apoia o PAD?


A real aliança de empresários, académicos e activistas dizem que o PAD recebe um milhão de baths (22 mil euros) por dia do público. Analistas suspeitam que também são financiados por grupos de interesse financeiros anti-Thaksin, facções do exército e figuras do próprio palácio presidencial, incluindo a rainha Sirikit, que foi ao funeral de um apoiante do PAD, morto em confrontos com a polícia.

O que tem o rei da Tailândia a ver com a crise?


Oficialmente, nada. Mas não se pode ignorar um homem que é visto como semi-divino por quase 65 milhões de pessoas. Como ficou demonstrado nas revoltas de 1992, o rei Bhumibol tem suficiente força moral para afastar um primeiro-ministro e, segundo próprio admitiu, politicamente está “no centro e a trabalhar em todos os campos”. Há cada vez mais preocupações quanto à sua saúde, depois de ter passado três semanas no hospital com um coágulo no cérebro, há um ano.

Há o risco de um novo golpe militar?


A hipótese nunca deve ser posta de lado num país que sofreu 18 golpes de estado em 76 anos, dos quais nem todos vividos em democracia. Isto mesmo que as mais altas patentes digam que nem sequer sonham com isso.

Eleições antecipadas poderiam resolver alguma coisa?


A curto prazo, sim. A longo prazo, não. Se a violência nas ruas aumentar (um apoiante do PAD foi arrastado do seu carro e assassinado na quarta-feira) o primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, poderá tentar acalmar as coisas, convocando eleições antecipadas. Contudo, com o apoio que ainda há ao ex-líder Thaksin, seria quase certa a eleição de um governo pró-Thaksin, fazendo com que tudo volte à estaca zero.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351532&idCanal=11

Doha: Nações Unidas discutem ajuda aos países em desenvolvimento


Maioria dos líderes ocidentais de fora


A conferência das Nações Unidas que começa amanhã em Doha, para se discutir a redução da pobreza nos países em desenvolvimento, já ficou marcada pelas ausências dos directores do FMI, do Banco Mundial e da maioria dos líderes dos países ocidentais. As Nações Unidas têm como principal objectivo, nesta reunião na capital do Qatar, discutir políticas para reduzir a pobreza dos países através do desenvolvimento pelo comércio, ajuda e libertação das dívidas externas destes países. A crise financeira, que pôs em queda as praças europeias e dos Estados Unidos e aumentou o espectro de uma recessão a nível global, parece estar a ter um efeito negativo na disponibilidade dos países ricos para ajudarem os países em desenvolvimento.“A ausência dos chefes de estado mostra que existe uma falta de interesse nos países ricos de realmente lidarem connosco”, disse Sasja Bokkerink, cabeça da delegação do Comité de Oxford Committee for Famine Relief (Oxfam). “Tudo o que podemos fazer durante este fim-de-semana é gritar alto ao mundo e dizer “deviam estar aqui e deviam lidar com o problema de arranjar recursos para o desenvolvimento””, disse à Reuters. O encontro começa amanhã, termina dia 02 de Dezembro e não está relacionado com a conferência de Organização Mundial do Comércio. O único líder europeu que se espera na conferência é o presidente francês Nicolas Sarkozy que, sendo o presidente da União Europeia, funciona como representante da UE. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, declarou horas antes do começo da conferência que "não se trata tanto de salvar a economia, mas sim a humanidade", referindo-se à resposta global à crise. Barroso sublinhou o imperativo de as Nações Unidas (ONU) irem mais longe na realização dos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento, aprovados em 2000. Estes objectivos prevêem a redução para metade da pobreza extrema à escala planetária até ao horizonte de 2015, em relação a 1990, bem como o retrocesso das grandes epidemias, da mortalidade infantil e da iliteracia. “Claro que esperávamos que houvesse um maior número de delegações que estivessem representadas, isso teria sido muito melhor”, disse aos jornalistas Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, citado pela Lusa. Para os quatro dias da conferência são esperados dirigentes de vários países asiáticos e latino-americanos, do Médio Oriente, como o iraniano Mahmud Ahmadinejad, e de África, como o zimbabueano Robert Mugabe. A ONU informou que os países desenvolvidos estão na disponibilidade de conceder menos de 20 mil milhões de dólares (15.700 milhões de euros) dos 50 mil milhões de dólares (39.300 milhões de euros) que deveriam ser desbloqueados para o desenvolvimento até 2010, conforme promessa deixada em 2004. De acordo com o Banco Mundial, estima-se que 40 milhões de pessoas sejam arrastadas para a pobreza durante o próximo ano, devido à crise financeira mundial. (Público)

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351605&idCanal=11

Professora agredida a murro e pontapé por aluno


Uma professora da Escola EB 2,3 de Jovim, Gondomar, foi ontem agredida a murro, estalada e pontapé por um aluno de 16 anos, tendo recebido tratamento hospitalar, disse à Lusa fonte da GNR. A agressão terá ocorrido em retaliação por a professora o ter levado à presença do Conselho Executivo, por alegado comportamento incorrecto. A docente foi assistida no Hospital de São João, no Porto, com lesões numa perna e num olho. Em declarações à televisão regional Porto Canal, a docente, que exerce há 28 anos, contou que chamou a atenção do aluno quando este se encontrava no perímetro escolar a proferir palavrões. "Chamei-o à atenção e ele insultou-me. A partir daí, disse que teria que ir comigo ao Conselho Executivo (CE). Ele resistiu e acabou por ir, enquanto eu fui dar a minha aula", afirmou. "Finda a aula, e ao passar junto à porta de acesso à sala do CE, ele viu-me, começou a correr para mim desenfreado e agrediu-me com murros, estalos e pontapés, além de me partir os óculos", acrescentou.(Público)




Continua a violência nas escolas portuguesas. Hoje-em-dia a profissão de professor parece ser, cada vez mais, uma profissão de alto risco. Até onde vamos chegar? Como resolver e prevenir estas situações?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Turismo em Portugal

O sector do turismo é um dos mais importantes da economia portuguesa, representando entre 7% e 8% do PIB e absorvendo perto de 10% do emprego. O aumento do número de turistas e a importância estratégica deste sector, traduzida nas receitas que proporciona, na mão-de-obra que ocupa e nos efeitos multiplicadores que induz em várias áreas, tem levado os agentes económicos, perante a concorrência internacional, a adoptar um conjunto de medidas dinamizadoras, especialmente no âmbito da oferta.
Podem considerar-se factores-chave da atracção de Portugal como destino turístico, o agradável clima português e a beleza da sua costa marítima de 1.792 km. Acresce que a paisagem do litoral e do interior, a cultura, os monumentos e locais históricos, o ambiente hospitaleiro, as infra-estruturas para a prática de desportos náuticos e radicais, e sobretudo do golfe, para a realização de grandes eventos, bem como o nível da hotelaria são aspectos importantes na qualidade do turismo em Portugal.
Portugal tem conseguido manter a sua participação a nível mundial, ao contrário do que se verifica com muitos dos seus concorrentes europeus, apesar da emergência de novos destinos que têm afastado os turistas dos mercados tradicionais. O país posicionou-se, em 2004 em 19º lugar no "ranking" dos principais destinos turísticos, com 11,6 milhões de turistas, e na 21ª posição no “ranking” das receitas, com 6,3 mil milhões de euros. Quanto ao número de dormidas de estrangeiros na hotelaria, a evolução no período 2001-2005 não mostra uma tendência crescente, pois houve uma queda entre 2001 e 2002. No entanto, a partir de 2002 a tendência tem sido crescente, chegando a 2005 com 21,7 milhões de dormidas de estrangeiros. Embora se tenha registado um importante evento em 2004 – o campeonato europeu de futebol –, não houve reflexos significativos no número de dormidas na hotelaria, pois o aumento de dormidas incidiu noutro tipo de alojamentos. Não obstante ter havido recentemente uma expansão significativa da capacidade de oferta turística no que respeita aos alojamentos hoteleiros, verificou-se, por outro lado, um movimento no sentido de uma maior diversificação da oferta. É neste contexto que se enquadra o desenvolvimento importante das modalidades de alojamento que compõem o turismo no espaço rural (turismo de habitação, turismo rural e agro-turismo).

A maior parte dos turistas que visitam Portugal são oriundos da Europa Ocidental, particularmente dos países da UE. Os EUA são a mais importante fonte de turistas fora da Europa. Esta situação pode constatar-se através da repartição das dormidas de estrangeiros em 2005, pelos principais países de origem: Reino Unido (30,7%), Alemanha (16,5%), Espanha (11,5%), Países Baixos (6,8%), França (4,7%), Irlanda (3,6%), Itália (3,1%) e EUA (2,6%).

As receitas de turismo têm registado acréscimos nos últimos anos, tendo chegado a 2005 com 6,4 mil milhões de euros, um incremento de 1,1% em relação ao ano anterior. No período 2001-2005 apenas em 2002 e 2003 se registaram ligeiros declínios, relacionados com a situação global que se viveu no turismo nesses anos. Nesse quinquénio, a taxa média de crescimento anual foi de apenas 1,1%, mas no quinquénio 2000-2004 tinha sido de 5,0%.
Os vídeos que se seguem promovem Portugal como um excelente destino turístico. Vale a pena ver algumas das preciosidades naturais e culturais deste nosso país, tão pequeno e tão diverso em paisagens e em património arquitectónico.



Portugal - Turismo de Portugal


Portugal - Romance Eterno



Portugal National Geographic


Que comentário fazem a estas imagens? Será que o Turismo é o futuro de Portugal? Saberão Portugal e os portugueses aproveitar este potencial turístico?

Podem ainda saber um pouco mais sobre o turismo em Portugal visitando os seguintes sites:


http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%c3%aas/Pages/Homepage.aspx


http://pt.wikipedia.org/wiki/Turismo_em_Portugal


http://www.visitportugal.com/Cultures/pt-PT/default.html

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Queijo Serra da Estrela - "Quinta da Lagoa"

Vejam um vídeo promocional da Quinta da Lagoa, que mostra o processo de fabrico do queijo de leite de ovelha com o nome da quinta e que tem certificação DOP "Queijo Serra da Estrela".

Norah Jones - Dont Know Why (live)

Gronelândia disse sim a mais autonomia e reavivou o sonho de ser independente


A maior ilha do mundo escolheu ser mais autónoma e a decisão foi saudada pela Dinamarca. Na Gronelândia pergunta-se se há condições para um Estado em pleno


A Gronelândia tem 57 mil habitantes, pouco mais do que Guarda ou Bragança, mas muito, muito mais frio. Abrangido em mais de 80 por cento da sua superfície pela calota polar, o território – que alberga 10 por cento das reservas de água doce do Planeta – é igualmente um dos mais ameaçados pelo aquecimento global. A Gronelândia referendou na terça-feira uma autonomia alargada em relação à Dinamarca, o que foi interpretado como um primeiro passo para a independência. E cerca de 75 por cento dos gronelandeses disseram sim. Hans Enoksen, o chefe de governo local, sonha festejar os 65 anos numa Gronelândia independente, mas ainda lhe faltam 12 anos. O seu antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Aleqa Hamond, acredita que isso acontecerá daqui a oito anos, e o sindicalista Jess Berthelsen disse à AFP que a Gronelândia poderá ser independente daqui a quatro anos. Previsões à parte, o referendo desta semana dá aos gronelandeses o direito a explorar os próprios recursos - petróleo, gás, ouro, diamantes, urânio ou zinco. Desde 1979 que a ilha, a maior do mundo, tinha um estatuto de autonomia. Todos os anos a Dinamarca envia para a ilha 400 milhões de euros, o que representa cerca de metade do orçamento do território. "A proposta de autonomia alargada recebeu um apoio político maciço tanto na Gronelândia como na Dinamarca. Vejo com satisfação que a proposta também recebeu um largo apoio do povo gronelandês", disse em comunicado o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen. A taxa de participação foi de 72 por cento, e 75,5 por cento dos eleitores votaram "sim". Só 23,6 escolherem o "não". Entre os que rejeitam a ideia de independência estão alguns dirigentes da oposição ao governo local, como Jens Frederiksen, para quem "é uma ilusão acreditar que a Gronelândia poderá voar com as próprias asas num futuro próximo". E adianta: "Não temos, para já, os meios para financiar os novos domínios em que a Dinamarca irá retroceder no quadro de um regime de autonomia alargada, como é o caso da polícia, da justiça ou da administração penitenciária."

"Simplesmente poucos"

Também o político e escritor gronelandês Finn Lynge considera "impossível" que um território que não chega a ter 60 mil habitantes se torne um Estado independente. "Somos simplesmente muito poucos para fornecer os recursos humanos necessários a um Estado viável", disse à AFP. Por paradoxal que pareça, se houver viabilidade para a Gronelândia ela virá do degelo dos glaciares do Árctico, que é lamentado por ser uma consequência do aquecimento global mas que dará à Gronelândia a hipótese de explorar novas reservas de hidrocarbonetos. Prevê-se que o novo estatuto de autonomia entre em vigor a 21 de Junho de 2009, como anunciou o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen. Nessa altura terão passado 300 anos sobre o início da colonização dinamarquesa e 30 sobre o primeiro estatuto de autonomia da Gronelândia.(Público)

Será que a Gronelândia é um país viável?

Pelo menos 100 mortos nos ataques de Bombaim


Pelo menos 100 pessoas morreram e outras tantas terão ficado feridas em Bombaim, nas diversas explosões e disparos quase simultâneos que atingiram ontem à noite hotéis de luxo, restaurantes e hospitais. Várias pessoas foram feitas reféns em pelo menos dois hotéis de cinco estrelas da cidade, o Taj Mahal e o Oberoi, mas de acordo com os últimos relatos, a polícia já terá retomado o controlo da situação no Taj Mahal, não tendo ainda conseguido restabelecer a normalidade no Oberoi. O chefe de polícia de Maharashtra, A.N. Roy, anunciou hoje, citado pela Reuters, que a situação com reféns que ainda ocorria no hotel Taj Mahal já terminou, embora ainda se mantenham sequestradas várias pessoas no hotel Trident/Oberoi.“Todas as pessoas que lá estavam retidas [no Taj Mahal], já foram socorridas”, confirmou A.N. Roy à cadeia noticiosa NDTV, acrescentando que a operação de resgate de pessoas do interior do edifício ainda está a decorrer, pelo que não podia avançar mais dados. Os alvos dos ataques de ontem foram alguns dos mais movimentados e conhecidos locais da cidade e os atentados causaram dezenas de mortos e centenas de feridos. Os disparos começaram ao início da noite em Bombaim. Os ataques, levados a cabo por diferentes equipas, aparentemente bem armadas, ocorreram quase em simultâneo, mas várias horas depois do primeiro ataque ainda eram ouvidos disparos e explosões na cidade, apesar do forte dispositivo policial enviado para as ruas. De acordo com o "Times of India", o primeiro tiroteio começou cerca das 22h33 (17h03 em Lisboa) no antigo Terminal Victoria, a principal central ferroviária da cidade, hoje conhecida por Terminal Chhatrapathi Shivaji. Testemunhas contam que dois homens armados com metralhadoras AK-47 e granadas mataram pelo menos dez pessoas e feriram dezenas de outras antes de serem abatidos pelos agentes que acorreram ao local. Contudo, o balanço final desta acção poderá ser muito superior, admitem as autoridades.Os disparos ocorreram em pelo menos oito locais, entre eles o Terminal Chhatrapathi Shivaji, os hotéis Taj Mahal e Oberoi, em dois hospitais e num popular restaurante da cidade, o Cafe Leopold. Uma das vítimas foi Hemant Karkare, o chefe da polícia de Bombaim responsável pelas operações de combate ao terrorismo. O ataque foi reivindicado por uma organização que tanto a Reuters como o “Times of India” descreveram como pouco conhecida - apresenta-se como Mujahedin de Deccan e enviou uma mensagem à comunicação social a reivindicar os ataques. Contudo, vários meios de comunicação social acreditam que a acção foi conduzida pelo Lashkar-e-Taiba, grupo extremista sediado no Paquistão e que nos últimos anos foi responsável por vários atentados na Índia. A sua principal motivação é o fim da presença indiana em Caxemira, região dos Himalaias disputada pelos dois países vizinhos. Os ataques de ontem foram os piores em Bombaim desde Julho de 2006, quando 190 pessoas morreram e outras 700 ficaram feridas em vários atentados naquela que é considerada a capital financeira da Índia.


Mais uma vez o terror global!
Para saberem um pouco mais sobre este ataque terrorista e visualizarem um pequeno vídeo sobre este acontecimento cliquem aqui.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Produtos biológicos

A Agricultura Biológica é um modo de produção agrícola que respeita o meio ambiente e a biodiversidade, recorrendo a técnicas de produção menos agressivas e mais preventivas do que as utilizadas na agricultura convencional. Este tipo de agricultura utiliza somente químicos naturais, contribuindo assim para alimentos mais saudáveis que podemos encontrar em inúmeros pontos de venda: frutos, legumes, hortícolas, vinhos, cereais, pão, azeite...
Apresento-vos, de seguida um vídeo sobre produtos biológicos que fez parte da série de programas da RTP1 "O Planeta agradece -Episodio 12 ".


Peritos alertam que erradicação do nemátodo do pinheiro "já é impossível"

Aspecto de pinheiro-bravo atacado pelo nemátodo

Existem mais de cem mil hectares infectados na Região Centro

A erradicação do nemátodo do pinheiro em Portugal "já não será possível" e na região Centro estão afectados mais de cem mil hectares, foram ideias hoje defendidas no âmbito de um seminário, em Coimbra. Na opinião do presidente da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais, Vasco Campos, a situação "é muito preocupante e não tem merecido a devida atenção". "Na região Centro (onde foram detectados dois novos focos), são centenas de milhares de árvores, seguramente mais de cem mil hectares", declarou Vasco Campos aos jornalistas, após intervir no seminário sobre "Nemátodo da Madeira do Pinheiro -- Que futuro para a floresta de pinho em Portugal". O nemátodo da madeira do pinheiro é uma doença causada por um verme microscópico transportado por um insecto que contamina as árvores por onde passa, afectando sobretudo a copa e os ramos. Em Portugal, existe um plano de combate da doença mas, diz Vasco Campos, "precisa de ajustes" e as medidas que estão a ser tomadas "não chegam" para combater a situação. "Temos de agir de uma forma muito mais rápida, concertada e clara, o que se está a passar na região Centro é demasiado grave para que não se tome uma acção a sério de corte de árvores infectadas", disse. Vasco Campos defende que a acção do Estado deve ter em conta as particularidades da floresta do pinheiro na região Centro, caracterizada por "proprietários ausentes, propriedades abandonadas, micro-parcelas e organizações de propriedades florestais ainda pouco fortes". A situação chegou a um ponto em que "já não se conseguirá erradicar" o nemátodo de Portugal, defendeu, por sua vez, Edmundo Sousa, engenheiro florestal do Instituto Nacional dos Recursos Biológicos, que abordou a questão na perspectiva da investigação. "Podemos erradicar focos muito pontuais, manter uma situação de controlo da doença para limites ínfimos, mas erradicar de todo o país já não será possível", afirmou, à margem do encontro. Para o investigador, "a grande acção" que deve ser tomada é "cortar as árvores afectadas enquanto o insecto ainda se encontra dentro delas, ou seja, durante o período do Inverno". "Mas não basta cortar as árvores, é preciso destruir também os sobrantes, o que fica no local, que é onde existe o insecto", alertou. Edmundo Sousa considera que, na região Centro, "o grande problema é operacional", sendo necessário reforçar os apoios aos proprietários. "Temos de ir muito mais para o campo, apoiar mais os proprietários, têm de ser os gabinetes das próprias câmaras municipais ou as associações florestais a desenvolver mecanismos para destruir os sobrantes", disse. Também Luís Dias, dirigente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que abordou "a visão dos proprietários", reclamou mais apoios para os produtores, nomeadamente financeiros. "Tem havido sempre uma discriminação negativa dos proprietários florestais, em muitos casos vistos como parte do problema, mas são os mais prejudicados", afirmou. Os produtores "têm de ter uma gestão activa na erradicação das árvores afectadas e poder actuar ao nível da reflorestação", sustentou. "Há instrumentos no âmbito da União Europeia (para apoios financeiros) que, ao nível do Estado português não estão acessíveis", referiu. O novo PRODER - Programa de Desenvolvimento Rural "não pode ser um emaranhado burocrático em que não se consegue de nenhuma forma ter acesso", criticou. De acordo com Telma Ferreira, da Autoridade Florestal Nacional, no âmbito do combate da doença do pinheiro, este ano foram "realizadas 2608 análises", das quais "70 deram resultados positivos", situando-se "a maior parte (60) na região Centro". (Público)



Fonte: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351312&idCanal=57



Para saberes mais sobre o nemátodo do pinheiro clica aqui.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Keane - The Lovers Are Losing (live at Later...)

Hoje, no habitual momento musical, temos a banda inglesa Keane e o tema "'The Lovers Are Losing', retirada do album de 2008 "Perfect Symmetry", no programa da BBC2' "Later... with Jools Holland".

domingo, 23 de novembro de 2008

O olhar da Life está on line


Algumas centenas de fotografias da colecção da revista norte-americana "Life"estão acessíveis ao público, através de uma parecia com a Google. Da Guerra Civil nos EUA até à viagem da Apollo 8, o arquivo confirma que a História deve muito à fotografia. Estas fotos históricas fazem a História recente da Humanidade. Poderão ser muito uteis para trabalhos de pesquisa, nomeadamente na disciplina de História e de Geografia C.


Hillary Clinton aceita convite de Obama para chefiar diplomacia


Hillary Clinton decidiu aceitar o convite de Barack Obama para o cargo de secretária de Estado, noticiou a edição online do “The New York Times”, que cita dois colaboradores da actual senadora de Nova Iorque.“Ela está pronta” a aceitar a chefia da diplomacia americana, adiantou uma das fontes, acrescentando que Hillary decidiu depois de uma segunda conversa com o Presidente eleito, já que considerou o encontro da semana passada em Chicago “demasiado generalista”. O NY Times acrescenta que a antiga primeira-dama quis conhecer em pormenor qual será margem de acção que terá no cargo e quais os planos de Obama em matéria de política externa. A informação foi confirmada por uma segunda fonte próxima da senadora, mas a equipa de transição continua a não confirmar qualquer dos nomes anunciados pela imprensa, adiantando que as nomeações serão conhecidas depois do feriado de Acção de Graças, na próxima quinta-feira.Rival de Obama na corrida à nomeação democrata, uma das mais renhidas da história americana, Hillary tornou-se o nome mais falado para o cargo de secretária de Estado, depois da visita ao quartel-general do Presidente eleito. Caso se confirme esta nomeação, a ainda senadora de Nova Iorque assumir-se-á como o rosto no estrangeiro de Obama, a quem teceu duras críticas durante a campanha das primárias, e terá como primeira missão negociar a retirada das tropas americanas do Iraque, que o Presidente eleito quer concretizar no prazo de ano e meio. Entretanto, a cadeia de televisão NBC noticiou outros dois nomes prováveis da futura Administração: o actual presidente da Reserva Federal do estado de Nova Iorque, Timothy Geithner, foi convidado para secretário do Tesouro, enquanto o actual governador do Novo México será o eleito para chefiar o Departamento do Comércio. Contactada pela NBC, a equipa do Presidente escusou-se a fazer comentário, mas a estação garante que as nomeações vão ser tornadas públicas na próxima segunda-feira.


Hillary Clinton no governo de Barack Obama com o cargo de Secretária de Estado (equivalente ao cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros em Portugal). Hillary uma mais valia ou mais uma dor de cabeça para Obama?

RD Congo: Conselho de Segurança aprova envio de mais três mil "capacetes azuis"


O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje, por unanimidade, o envio de mais três mil “capacetes azuis” para a República Democrática do Congo, para que a missão de paz consiga melhorar a resposta à crise militar e humanitária vivida no Leste do país, onde nas últimas semanas se intensificaram os combates entre Governo e rebeldes. Com este “aumento temporário” (com mandato inicial, ainda que renovável, até 31 de Dezembro), a MONUC passará a integrar perto de 20 mil polícias e militares, reforçando o estatuto de maior missão de paz da ONU. A resolução hoje aprovada especifica que o reforço do contingente “visa permitir à MONUC o reforço da sua capacidade de defesa dos civis” e garantir uma melhor organização das forças no terreno, para que a missão de paz “cumpra plenamente o seu mandato”. O documento sublinha ainda que a missão tem “regras sólidas” sobre as situações em que está autorizada a usar a força. A MONUC opera ao abrigo do capítulo VII da Carta das Nações Unidas, o que lhe permite recorrer a todos os meios necessários para proteger as populações. As organizações humanitárias têm criticado a actuação dos “capacetes azuis” por não conseguirem impedir a crise humanitária registada no Leste do Congo. Segundo dados da própria ONU, 250 mil de pessoas abandonaram as suas casas para fugir aos combates entre o Exército e os rebeldes tutsis leais ao general Laurent Nkunda, que se aproximaram já de algumas cidades estratégicas. Após a aprovação da resolução, o embaixador francês na ONU, Jean-Maurice Ripert, congratulou-se por ter sido possível superar as resistências de alguns países, que questionavam a necessidade de enviar mais tropas para o país, sublinhando que “a situação no terreno é suficientemente grave” para justificar esta iniciativa. “As violações do cessar-fogo continuam, como continuam infelizmente as atrocidades e a situação humanitária para os deslocados ainda é má”. O diplomata acrescenta que a comunidade internacional deve continuar a “acompanhar o processo político no Congo”, país que começava a erguer-se depois de uma década de guerra civil, e a apoiar “o reforço das estruturas militares”.


Hegemonia mundial dos EUA será disputada pela Rússia, China e Índia


Relatório do NIC, organismo consultivo do governo norte-americano


A hegemonia mundial dos Estados Unidos nos planos económico, político e militar tem os dias contados. A afirmação até pode não ser surpreendente. Mas o facto de ter sido vaticinada por um organismo consultivo do próprio governo norte-americano, o National Inteligence Council (NIC), dá-lhe outro peso. Rússia, Índia e China, diz o documento, serão os novos líderes mundiais.Segundo o relatório, cujo conteúdo é revelado hoje pela BBC Online, o domínio norte-americano tem um prazo: duas décadas. E gradualmente outras potências vão destacar-se, nomeadamente Rússia, China e Índia. Aponta ainda o Brasil como um potencial candidato a grande potência, alertando para a possibilidade de se estar à beira de um sistema mundial multi-polar e, por isso, mais instável, com possível aumento do recurso às armas nucleares.Mas o documento não fica por aqui. Diz ainda que o dólar deixará de ser a moeda de referência mundial e que os conflitos mundiais vão girar, no futuro, em torno da água e da comida.Mas estas alterações, que não são encaradas como inevitáveis, estão nas mãos dos líderes mundiais, diz o documento. Os relatórios sobre tendências globais do NIC são feitos de quatro em quatro anos, sendo que este é o último feito na presidência de George W. Bush. Em 2004 o NIC dizia que o domínio mundial norte-americano era para continuar.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Radiohead - Fake Plastic Trees

Radiohead é uma banda inglesa de rock alternativo, formada no ano de 1988 em Oxford por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão).
O Radiohead lançou seu primeiro single, "Creep", no ano de 1992 e seu primeiro álbum de estúdio, Pablo Honey, em 1993. Ainda que o single de "Creep" não tenha feito sucesso quando foi lançado, o seu relançamento, no ano seguinte, fez da canção um hit internacional. A popularidade desta banda no Reino Unido aumentou com o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, The Bends, em 1995, de que faz parte a canção "Fake Plastic Trees" que podem visualizar a seguir. A textura atmosférica das guitarras e o falsete de Thom Yorke foram bastante aclamados por críticos e fãs. Com o lançamento de OK Computer em 1997, o Radiohead ganhou fama mundial. Contando com um som bastante expansivo e temas sobre a alienação moderna, OK Computer é aclamado até hoje como um marco dos anos 90.
O lançamento de Kid A, em 2000, e de Amnesiac, em 2001, marcou o pico da popularidade do Radiohead, ainda que estes dois álbuns tenham tido opiniões controversas entre críticos e fãs. Este período marcou uma considerável mudança no som do Radiohead, com a banda incorporando elementos experimentais de música eletrónica e jazz nas suas composições. Hail to the Thief (2003), sexto álbum de estúdio da banda, mesclou todos os estilos que a banda já empregou em sua carreira, como as guitarras distorcidas, música eletrónica e letras contemporâneas. Dando sequência ao lançamento de Hail to the Thief, o Radiohead entrou em hiato, saiu de sua gravadora EMI e lançou seu sétimo álbum, In Rainbows, em 2007, por meio de download digital, pelo qual os compradores escolhiam o quanto queriam pagar.
Site do grupo Radiohead: http://www.radiohead.com/deadairspace/

E se Obama fosse africano? - Por Mia Couto


Recebi um mail com um artigo muito interessante do escritor moçambicano Mia Couto sobre a vitória de Barack Obama e que faço questão de o partilhar convosco. Vale a pena ler.



E se Obama fosse africano?

Por Mia Couto


Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África. Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos. A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa. Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público. No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

Fonte:
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/e-se-obama- fosse-africano.html /

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A PAC e a pobreza em África


No nosso país, poucos saberão que, em resposta ao movimento Make Poverty History, liderado pelo cantor Bob Geldof – o mesmo que há duas décadas organizou o famosíssimo concerto Live Aid e rentemente o Live Eight -, Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, criou a Comissão para a África, um conjunto de 15 especialistas e altos dignatários encarregados de identificar as medidas necessárias à erradicação da pobreza no continente negro. O relatório da Comissão, publicado em Março de 2005, é porventura o mais exaustivo trabalho de síntese sobre a situação política, económica e social de África e sobre as medidas que é necessário pôr em prática para evitar um desastre de proporções globais. Our Common Interest (O Nosso Interesse Comum), assim se intitula o relatório, descreve uma soma de indicadores perturbadores, senão mesmo alarmantes:


• Na União Europeia cada bovino dá direito a um subsídio diário de cerca de 1,50 €, o equivalente a duas vezes a média do rendimento de cada um dos 900 milhões de africanos;


• 40 milhões de crianças africanas estão privadas de educação escolar básica;


• Todos os anos morrem 2 milhões de africanos com SIDA;


• Os subsídios à produção agrícola existentes nos países ricos totalizam já 1.000 milhões dólares norte-americanos por dia, isto é, uma soma igual ao rendimento diário disponível de todos os africanos.






Isto dá que pensar, não é?

Piratas que capturaram superpetroleiro saudita pedem 25 milhões de dólares


Os piratas somalis que capturaram o superpetroleiro saudita “Sirius Star”, disseram hoje à AFP que querem um resgate de 25 milhões de dólares (20 milhões de euros) para libertar o navio e a sua tripulação.Ontem, um homem identificado como Farah Abd Jameh disse à cadeia de televisão árabe Al-Jazira (do Qatar): “Há negociadores a bordo do navio e em terra. Assim que derem o seu acordo ao resgate, este será encaminhado até ao petroleiro”, disse um homem identificado como Farah Abd Jameh.Os proprietários do “Sirius Star”, o gigante petrolífero saudita Aramco, recusaram na altura comentar o pedido de resgate. O superpetroleiro está ancorado num porto da área de Haradhere, 300 quilómetros a norte de Mogadíscio. Harardere é um dos portos utilizados pelos piratas somalis para guardar os barcos que capturaram, enquanto aguardam os resgates que exigiram para os libertar. Desde o início do ano, 92 navios foram atacados por piratas somalis no Golfo de Áden (na rota para o canal do Suez) e no Oceano Índico. (Público)



É inacreditável o que se está a passar na Somália. Neste momento a Somalia é um Estado completamente falhado: vive uma guerra civil interminável e ignorada pela comunidade internacional; há milhares de refugiados; tem um governo sem força e autoridade e que não controla o país; não há um Estado de Direito, não há ordem nem qualquer tipo de segurança; o país e os seus mares estão entregues a múltiplos grupos armados, a bandidos e a piratas que atacam embarcações estrangeiras que passam pelas suas águas e isto em pleno século XXI!!!!! Não se esqueçam que os mares da Somália fazem pare de uma importante rota marítima por onde circulam nomeadamente os petroleiros que trazem o petróleo proveniente dos países do Médio Oriente, seguindo depois para o canal do suez.


Pergunto: deve ou não a Comunidade Internaconal intervir neste país e tentar repôr a ordem?

Ministros dos 27 chegam a acordo sobre revisão intercalar da Política Agrícola Comum


Os 27 membros da união Europeia chegaram hoje a acordo sobre a revisão intercalar da Política Agrícola Comum (PAC), prevendo um aumento progressivo das quotas leiteiras e uma diminuição dos apoios directos à produção.O acordo foi alcançado ao princípio da manhã de hoje, no final de uma reunião dos ministros da Agricultura dos 27 que se prolongou por cerca de 14 horas. A revisão intercalar visa amplificar a grande reforma da PAC de 2003, fazendo a partir de agora depender os preços e rendimentos do mundo agrícola à lei da oferta e procura.O ministro da Agricultura, Jaime Silva, disse hoje em Bruxelas que as principais preocupações com que Portugal partiu para as negociações da revisão intercalar da PAC foram atendidas, destacando a "flexibilidade" na utilização dos apoios. Jaime Silva apontou que Portugal viu acauteladas as "duas preocupações" que levava para a reunião, designadamente manter os apoios aos pequenos agricultores - 30 mil portugueses com apoios anuais abaixo de 250 euros corriam o risco de os perder - e ter "margem de manobra" para recorrer a um pacote financeiro, que será de cerca de 50 milhões de euros por ano, para apoiar o sector leiteiro para a liberalização de 2015 e outros. O ministro congratulou-se também com as cláusulas de revisão acordadas, para 2010 e 2012, para fazer o ponto da situação do processo de liberalização do sector do leite. Jaime Silva falava após os 27 terem alcançado hoje o acordo sobre a revisão intercalar da PAC, depois de uma longa maratona negocial. A última ronda negocial sobre a reforma intercalar da mais antiga política comunitária - que começou a ser discutida há mais de um ano, durante a presidência portuguesa da UE no segundo semestre de 2007 - teve início ontem à tarde, prosseguindo ao longo da madrugada até ter sido alcançado um compromisso entre os 27 e a Comissão Europeia já durante a manhã de hoje.


Mais uma pequena revisão da PAC! Espero que esta revisão intercalar da PAC seja, de facto, favorável a Portugal.
Em complemento vejam um pequeno vídeo da UE sobre a importância da Política Agrícola Comum.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Os 50 anos de União Europeia

Este vídeo, falado em inglês, faz uma revisão dos 50 anos de sucesso da história da União Europeia: esta organização que começou por ser a CEE, em 25 Março de 1957, cresceu até constituir uma união de 27 Estados-membros que, depois de muitos anos de guerras, agora une o continente em paz e assegura um nível de prosperidade e estabilidade nunca antes conseguido.




Para conheceres melhor a União Europeia, a sua história, os seus países, as suas instituições, as suas políticas comuns, e até fazer alguns jogos, visita o portal da União Europeia em: http://europa.eu/index_pt.htm

Vinho Quinta do Crasto eleito o terceiro melhor do Mundo


O vinho Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005, da Região Demarcada do Douro, foi considerado o terceiro melhor do mundo pela revista norte-americana Wine Spectator, que, pela primeira vez, classificou um vinho português nos 10 melhores do seu "ranking" anual. Considerada internacionalmente “a Bíblia” dos vinhos, a Wine Spectator analisou mais de 19.500 vinhos na elaboração do Top 100 de 2008, tendo eleito o chileno Clos Apalta Colchagua Valley 2005, Casa Lapostolle, como o melhor do mundo. Vê aqui a ficha completa do Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005.


Site da Quinta do Crasto: http://www.quintadocrasto.pt/
Depois de na semana passada o azeite Romeu ter sido considerado um dos melhores do Mundo por uma revista italiana da especialidade, mais uma boa notícia para Portugal, o que mais uma vez demonstra a excelente qualidade de muitos dos produtos portugueses, nomeadamente dos vinhos

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Despacho da Ministra de Educação relativo ao Estatuto do Aluno

Para que todos fiquem informados, transcrevo o conteúdo do Despacho da Ministra da Educação que introduz alterações ao Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário:




Despacho



Considerando que a adaptação dos regulamentos internos das escolas ao disposto no Estatuto do Aluno nem sempre respeitou o espírito da Lei, permitindo dúvidas nos alunos e nos pais acerca das consequências das faltas justificadas designadamente por doença ou outros motivos similares
Considerando que o regime de faltas estabelecido no Estatuto visa sobretudo criar condições para que os alunos recuperem eventuais défices de aprendizagem decorrentes das ausências à escola nos casos justificados
Tendo em vista clarificar os termos de aplicação do disposto no Estatuto do Aluno, determino o seguinte:
1 – Das faltas justificadas, designadamente por doença, não pode decorrer a aplicação de qualquer medida disciplinar correctiva ou sancionatória.
2 – A prova de recuperação a aplicar na sequência de faltas justificadas tem como objectivo exclusivamente diagnosticar as necessidades de apoio tendo em vista a recuperação de eventual défice das aprendizagens.
3 – Assim sendo, a prova de recuperação não pode ter a natureza de um exame, devendo ter um formato e um procedimento simplificado, podendo ter a forma escrita ou oral, prática ou de entrevista.
4 – A prova referida é da exclusiva responsabilidade do professor titular de turma, no primeiro ciclo, ou do professor que lecciona a disciplina em causa, nos restantes ciclos e níveis de ensino.
5 – Da prova de recuperação realizada na sequência das três semanas de faltas justificadas não pode decorrer a retenção, exclusão ou qualquer outra penalização para o aluno, apenas medidas de apoio ao estudo e à recuperação das aprendizagens, sem prejuízo da restante avaliação.
6 – As escolas devem adaptar de imediato os seus regulamentos internos ao disposto no presente despacho, competindo às Direcções Regionais de Educação a verificação deste procedimento.
7 – O presente despacho produz efeitos a partir do dia seguinte à data da sua assinatura.


Lisboa, 16 de Novembro de 2008

A Ministra da Educação

Maria de Lurdes Rodrigues



Se quiserem conhecer o conteúdo integral do Estatuto do Aluno cliquem aqui. Aconselho a leitura atenta dos artigos 21º e 22º (páginas 580 e 581).

The Waterboys - Fisherman's Blues

FISHERMAN'S BLUES - 1986

The Waterboys - Red Army Blues

Na sequência do post anterior, decidi mostrar-vos uma canção antiga dos Waterboys "Red Army Blues" (Blues do Exército Vermelho) em que é contada a triste história de um soldado soviético que na parte final da Segunda Guerra Mundial comete o "crime" de conhecer em Berlim um soldado americano (que afinal não era muito diferente dele) e que depois é deportado para a Sibéria para um "Gulag" (campo de concentração de presos políticos do período comunista da União Soviética) só pelo facto de ter tido um contacto com um ocidental!!!!
Eram os tempos da Guerra Fria e das relações muito tensas entre o bloco soviético (comunista) e o bloco ocidental pró-americano (capitalista) .

Infelizmente, não existe na internet nenhum vídeo oficial desta canção. Asssim, tive que recorrer a um vídeo que é composto por imagens da época da Guerra Fria e do comunismo soviético e que tem como fundo musical a canção dos Waterboys, grupo criado em 1983 por Mike Scott, que ainda existe, embora da formação inicial só continua o vocalista (M. Scott).



Para entenderem melhor a história da canção aqui ficam as respectivas letras:

When I left my home and my family
My mother said to me
Son, its not how many germans you kill that counts
Its how many people you set free

So I packed my bags
Brushed my cap
Walked out into the world
Seventeen years old
Never kissed a girl

Took the train to voronezh
That was as far as it would go
Changed my sacks for a uniform
Bit my lip against the snow
I prayed for mother russia
In the summer of 43
And as we drove the germans back
I really believed
That God was listening to me

We howled into berlin
Tore the smoking buildings down
Raised the red flag high
Burnt the reichstag brown
I saw my first american
And he looked a lot like me
He had the same kinda farmers face
Said hed come from some place called hazzard, tennessee

Then the war was over
My discharge papers came
Me and twenty hundred others
Went to stettiner for the train
Kiev! said the commissar
From there your own way home
But I never got to kiev
We never came by home
Train went north to the taiga
We were stripped and marched in file
Up the great siberian road
For miles and miles and miles and miles
Dressed in stripes and tatters
In a gulag left to die
All because comrade stalin was scared that
Wed become too westernized!

Used to love my country
Used to be so young
Used to believe that life was
The best song ever sung
I would have died for my country
In 1945
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
But now only one thing remains
The brute will to survive!


Site de Mike Scott e dos Waterboys: http://www.mikescottwaterboys.com/

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Guerra Fria

O vídeo que se segue, falado em castelhano, faz uma síntese do período da Guerra Fria. É muito interessante sobretudo para os alunos de Geografia C do 12º ano.


Nick Cave & The Bad Seeds - Into My Arms

Nick Cave, variante de Nicholas Edward Cave (nasceu em Warracknabeal na Austrália, no dia 22 de Setembro de 1957) é músico, compositor, autor, argumentista e, ocasionalmente, actor. É mais conhecido pelo seu trabalho no rock, com os Nick Cave and the Bad Seeds, onde explora temáticas como religião, morte, amor, América e violência.

Into my arms é uma canção do album de 1997 - The Boatman's Call

Sitio oficial de Nick Cave & The Bad Seeds

Ota, uma cidade japonesa que quer viver do sol


A cidade japonesa de Ota, situada num dos locais mais solarengos do país, é testemunha da aposta nas energias renováveis. O Governo deu painéis solares a 550 famílias, no âmbito de um projecto que tem como objectivo evitar os apagões nas cidades.
Para visualizares um vídeo sobre este projecto clica aqui.

domingo, 16 de novembro de 2008

Humanos - Muda de Vida

Produção de Zinco das minas de Aljustrel e Neves-Corvo suspensa devido à queda dos preços dos metais


A Lundin Mining Corporation revelou hoje que, tendo em conta os baixos preços do Zinco, a Mina de Neves-Corvo irá ver a sua produção deste minério suspensa, ao mesmo tempo que a Mina de Aljustrel deverá entrar em manutenção de instalações, com suspensão de actividade.


Em comunicado hoje emitido, a Lundin Mining diz que, em Neves-Corvo, "devido à depreciação actual do preço do Zinco, a extracção e o tratamento de minérios deste metal serão suspensos, até que os valores do concentrado no mercado sejam economicamente aceitáveis para o Grupo."O documento precisa que, em lugar do minério de zinco, em Neves-Corvo será extraído minério de cobre de baixo teor mas rentável, a tratar na Lavaria do Zinco, de modo a produzir concentrado de cobre com um teor de 24% de cobre contido. Já em Aljustrel, a Lundin Mining diz ter decidido colocar a mina em manutenção das instalações com eefitos imediatos. "O mercado mundial do zinco teve uma súbita e significativa descida dos preços desde a inauguração oficial de Mina de Aljustrel, em Maio passado, preços que caíram mais de 50%. A situação de Aljustrel será revista periodicamente, desde que haja recuperação sustentada do preço do metal", lê-se no texto do documento.
A mesma fonte nota que "Aljustrel planeou produzir 80 000 toneladas de metal contido no concentrado de zinco por ano", sendo que o custo da construção do projecto foi de 150 milhões de euros.
Os prejuízos estimados na fase de pré-produção são cerca de 45 milhões de euros. Os custos relativos à manutenção das instalações estão estimados na ordem dos 4 milhões de euros por ano.
Segundo Phil Wright, Presidente e CEO do Grupo Lundin Mining, "em Neves-Corvo, não faz sentido produzir zinco a estes preços. Felizmente temos a opção de utilizar a Lavaria do Zinco para tratar minérios complexos, por isso a mina pode aumentar a produção de cobre no curto prazo. Com recursos de zinco de classe mundial, o grupo Lundin Mining espera expandir a sua produção de zinco, logo que haja um crescimento da economia."
"Ao mesmo tempo, estamos desapontados por vermos forçados a colocar a Mina de Aljustrel em manutenção das instalações, mas não tivémos outra opção, tendo em conta não só os preços actuais dos metais, como também os baixos teores do minério", nota este responsável. A Lundin Mining diz no entanto ter uma "perspectiva optimista de médio prazo em relação ao preço do zinco", prevendo que haverá um défice na oferta deste metal assim que "o crescimento económico se reestabeleça." (Diário Económico)



Mais uma má notícia para a economia portuguesa e especialmente para o já muito débil sector mineiro.

Polícias europeias desmantelam rede de tráfico de mulheres


Uma vasta operação policial a decorrer em seis países europeus, entre eles Portugal, já permitiu deter 32 pessoas e identificar mais 70. Trata-se de uma rede organizada de tráfico de pessoas para fins sexuais e que, de acordo com a polícia, será responsável pela introdução ilegal na União Europeia (UE) de pelo menos 3500 mulheres ucranianas. Em Portugal a Polícia Judiciária (PJ) e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), na sequência desta operação, actuaram em conjunto na madrugada de quinta-feira, num estabelecimento nocturno nas imediações de Mação. Foram detidas cinco pessoas, com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos, sobre quem recaem suspeitas de terem praticado crimes de auxílio à imigração ilegal, lenocínio e tráfico de pessoas para fins sexuais. Este grupo de detidos é suspeito de integrar um lote bem mais alargado e que actua em todo a UE. Em Espanha, segundo noticiou ontem o El País, terão sido presas 14 pessoas e em Itália uma outra. A rede estende-se, no entanto, também pela Polónia, Hungria e Eslováquia. A forma de actuação desta rede, conforme dizem os responsáveis espanhóis dos serviços de imigração, consiste em fazer o recrutamento das mulheres através da colocação de anúncios em toda a imprensa escrita ucraniana. A troco de quantias que oscilam entre os 2500 e os 3000 euros, as mulheres são convencidas que lhes serão facultadas autorizações de trabalho e residência quando, de facto, o que lhes é entregue são apenas vistos de curta duração (entre cinco a dez dias) para permanência no Espaço Schengen. Viajando em carrinhas e pequenos autocarros, mas também dissimuladas entre mercadorias transportadas em camiões, as mulheres são orientadas para dizerem, caso sejam interpeladas, que são turistas. As mulheres acabam por ser espalhadas por diversos países da Europa Ocidental onde são colocadas em estabelecimentos nocturnos. A única hipótese que lhes é dada para amealharem dinheiro para poderem regressar ao seu país é a de se prostituirem. Essa é, no entanto, uma tarefa árdua, uma vez que a maior parte do dinheiro que ganham acaba por lhes ser descontada, alegadamente para pagamento da alimentação e hospedagem. Segundo um inspector da PJ contactado pelo PÚBLICO há também casos em que as mulheres se prostituem com receio de serem concretizadas as ameaças de morte dirigidas aos seus familiares que permanecem na Ucrânia. Os vistos, segundo referem as autoridades espanholas, estariam a ser expedidos através de delegações diplomáticas da Polónia, Hungria, Eslováquia e República Checa.Os condutores das viaturas que procedem ao transporte das mulheres são, regra geral, ucranianos que possuem autorização de residência em Portugal, Espanha, Itália e França. (Público)


sábado, 15 de novembro de 2008

G20 quer recuperar a confiança nos mercados e reformar o sistema financeiro


Os líderes dos países mais industrializados do mundo e emergentes (G20), reunidos em Washington, estão empenhados em encontrar medidas de regulação dos mercados financeiros. O “plano de acção”, que será desenhado até Março, deverá ter cinco linhas condutoras: reforçar a transparência e a responsabilidade dos mercados, promover uma forma de regulação eficaz e harmonizada, garantir a integridade dos mercados, potenciar a cooperação internacional e reformar as principais instituições financeiras internacionais. Apesar de as medidas terem de ser encontradas até 31 de Março, o Presidente francês, Nicolas Sarkozy sugeriu que o próximo encontro do G20 se realizasse em Londres, já que a Grã-Bretanha presidirá o grupo dos principais países industrializados e emergentes em 2009. De acordo com o comunicado emitido no final do encontro de hoje, a próxima reunião deverá acontecer a 30 de Abril, já sem o Presidente cessante Bush, visto que Obama toma as rédeas da Casa Branca a 20 de Janeiro. O G20 chegou a acordo sobre a necessidade de se relançar de forma coordenada e concertada a acção económica. O presidente em exercício da União Europeia, Sarkozy, classificou, por isso, esta cimeira como “histórica” já que “países muito diferentes” conseguiram chegar a um acordo sobre “uma nova regulação dos mercados para que uma crise como esta não se possa reproduzir mais”. Face às “condições económicas degradadas a nível mundial, pusemo-nos de acordo sobre a necessidade de uma resposta política largamente fundada sobre uma cooperação macroeconómica mais estreita para restaurar o crescimento”, indica o G20 em comunicado. É neste contexto que surge o esperado “plano de acção” com uma lista de medidas prioritárias que devem ser estipuladas até 31 de Março de 2009. Na primeira parte do documento apresentado no final da cimeira, com cinco páginas, o G20 apela à intensificação dos esforços governamentais para relançar as economias nacionais, cooperar na regulação internacional do sistema financeiro, reformar as estruturas globais de ajuda aos países em desenvolvimento e rejeitar o proteccionismo. Com o objectivo de prevenir uma crise semelhante à presente, os ministros das Finanças do G20 serão confrontados com recomendações específicas para harmonizarem os padrões internacionais de regras contabilísticas.


Instituições prioritárias


Neste ponto, está prevista a introdução de regras mais efectivas sobre a avaliação dos activos pelas empresas, uma questão que, pelo menos em parte, é considerada responsável pela crise. "É desejável assegurar que os mercados financeiros, produtos e intervenientes sejam regulados, ou fiquem sujeitos a supervisão", acentuou fonte oficial. Assim, os governos terão de cooperar entre si para se protegerem dos chamados paraísos fiscais reticentes à cooperação. Sobre a mesa estão ainda recomendações para mudar o modo como as práticas compensatórias premeiam o risco e também para rever os requisitos de gestão exigidos às instituições financeiras internacionais, identificando quais são as cruciais para a economia global. Os ministros das Finanças dos diferentes países ficam, assim, com a missão de elaborar uma lista com as instituições financeiras que podem por em perigo todo o sistema financeiro internacional em caso de falência ou crise. A segunda parte do documento - igualmente com cinco páginas - rotulada de "plano de acção", contempla medidas para melhorar a transparência e responsabilidade, a regulação e a confiança nos mercados, o fortalecimento da cooperação e a reforma das instituições internacionais. O "plano de acção" aponta no médio prazo para a regulação das agências de notação financeira. No encontro ficou também decidido que os países em desenvolvimento serão representados no seio do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. “Estamos determinador em fazer progredir a reforma das instituições de Bretton Woods de maneira a que reflictam melhor a evolução dos respectivos pesos económicos mundiais e de aumentar a sua legitimidade e a sua eficácia”, lê-se no comunicado. O Fórum de Estabilidade Financeira é outra estrutura que os países reunidos sentem que é importante abrir às economias emergentes. O grupo quer também conseguir, antes do fim do ano, um acordo com a Organização Mundial do Comércio, sobre a liberalização das trocas mundiais. Os dirigentes consideram premente e “vital rejeitar o proteccionismo”, em especial em tempos de incerteza financeira. Bush e o líder espanhol José Luis Rodríguez Zapatero tinha já hoje apelado a que a intervenção no mercado fosse feita de forma pontual para se garantir a liberdade do mesmo e afastar as tendências proteccionistas. Nas últimas semanas a China foi criticada por tomar medidas para apoiar as suas exportações, um dos principais motores da economia do país, para fazer face à desaceleração da procura mundial. (Público)





Os membros do G-20 são os Ministros de Finanças e os Presidentes de Bancos Centrais de 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. A União Europeia também é membro, representada pela presidência rotativa do Conselho e pelo Banco Central Europeu. Para garantir que fóruns e instituições de economias globais trabalhem juntos, o Director-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Presidente do Banco Mundial e os coordenadores do Comité Monetário e Financeiro Internacional e do Comité de Desenvolvimento também participam ex-officio das reuniões do G-20.


Assim, o G-20 congrega importantes países industrializados e emergentes de todas as regiões do mundo. Juntos, os países membros representam por volta de 90% do produto interno bruto mundial, 80% do comércio internacional (incluindo o comércio interno da UE), assim como dois terços da população do mundo. O peso económico do G-20 e a grande população que representa dão-lhe elevado grau de legitimidade e influência na condução da economia e do sistema financeiro globais.


Para conheceres melhor os objectivos e as actividades desenvolvidas pelo G20 visita o site oficial do G20:

Homenagem à cantora sul africana Miriam Makeba, a "Mama África"



África do Sul presta última homenagem a Miriam Makeba

Milhares de pessoas prestaram neste sábado na África do Sul a última homenagem à lendária voz do continente africano e símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul, Miriam Makeba, falecida na segunda-feira em Itália.
O acto público numa sala de concertos de Johannesburgo reuniu alguns dos mais famosos músicos e artistas da África dos Sul, assim como políticos, que com música e poesia saudaram a memória da cantora conhecida como "Mama África".
Miriam Makeba faleceu aos 76 anos vítima de uma paragem cardíaca depois de participar na noite de domingo no sul da Itália numa apresentação de apoio a Roberto Saviano, o escritor italiano ameaçado de morte pela Camorra pelo seu livro "Gomorra', sobre a máfia napolitana.
Obrigada a deixar o país pelo regime do apartheid após a sua participação num filme que denunciava a segregação branca na África do Sul, Makeba viveu 31 anos no exílio, principalmente nos Estados Unidos e Guiné. Conhecida como "Mama África", a artista retornou à África do Sul no início dos anos 90, depois da libertação de Nelson Mandela.
"Ao morrer, estava a fazer o que melhor sabia fazer. Nas palavras dela mesmo, amava a música acima de tudo, e ficava sempre feliz quando estava no palco a cantar", disse o ministro da Cultura, Pallo Jordan.
O ministro elogiou Makeba como "uma mulher cujo nome se tornou sinónimo da luta mundial pela liberdade na África do Sul".
Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932 em Johannesburgo. Começou a cantar nos anos 50 com o grupo "Manhattan Brothers" e em 1956 compôs "Pata, Pata", a canção que seria seu maior sucesso.
A cantora viu seu país mudar com a chegada ao poder, em 1947, dos nacionalistas africaners. Aos 27 anos deixou a África do Sul pela carreira e teve a entrada proibida no país pelo compromisso com a luta antiapartheid, incluindo a participação no filme "Come back, Africa".
O exílio durou 31 anos, em diversos países. A cantora fazia muito sucesso, mas o seu casamento em 1969 com o líder dos Panteras Negras Stokely Carmichael, do qual se separou em 1973, não agradou às autoridades americanas, que a forçaram a emigrar para Guiné.
Depois da morte da filha única em 1985, voltou a viver na Europa, mas em 1990 Nelson Mandela convenceu-a a retornar para a África do Sul. (AFP)

Aqui fica a minha homenagem a essa grande mulher sul africana e do Mundo. Em complemento vejam dois vídeos com duas canções da "Mama África".


Pata Pata



Under African Skies, em dueto com o cantor norte americano Paul Simon (African Concert - Graceland)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O azeite produzido há várias gerações num lagar tradicional da quinta do Romeu, em Mirandela, foi considerado um dos melhores do Mundo

O azeite produzido há várias gerações num lagar tradicional da quinta do Romeu, em Mirandela, foi considerado um melhores do mundo em duas conceituadas publicações da especialidade.

"Não é de agora que é bom", garante João Pedro Meneres, o gerente da sociedade familiar Clemente Meneres, que leva já quatro gerações a produzir o azeite que agora é reconhecido mundialmente. O "Romeu" foi eleito para os 15 melhores do mundo pelo guia anual italiano "Extra Virgem", da Cucina & Vini Editrice.
Segundo explicou à Lusa, João Pedro Meneres, um painel de provadores prova cerca de três mil azeites de 14/15 países, selecciona e publica os trezentos melhores e destes elege os 15 melhores do mundo por categoria. O azeite transmontano "Romeu" destaca-se na categoria sistema de lagar tradicional.
Também a conceituada revista goumert alemã "Der Feinschmecker" colocou o "Romeu" no seu Top Ten mundial, ou seja nos dez melhores azeites do mundo.
Há quatro gerações que este azeite é produzido a partir dos extensos olivais da família Meneres, em Trás-os-Montes, e no lagar tradicional da quinta. "É tudo biológico", garante João Pedro Meneres.
Durante décadas, o azeite do Romeu foi receitado pelos médicos aos seus pacientes por ser um produto saudável, sobretudo pelo baixo grau de acidez.
A complexidade de aromas e sabores foram, na opinião do gerente da sociedade familiar, os factores que conquistaram o mundo e a prova é que chega a países tão longínquos como a Nova Zelândia. Exportam vinte mil litros por ano exclusivamente para lojas gourmet da Europa ao Brasil, Canadá, Japão ou Hong Kong.
Em Portugal é vendido no mesmo tipo de lojas.
João Pedro começou por levar o "Romeu" a feiras em Londres, Nova Iorque, Paris, Espanha, até que chamou a atenção dos especialistas.
"Puro como Deus o deu", lê-se no rótulo das elegantes garrafas que transportam este azeite, um dos atractivos de um dos restaurantes típicos transmontanos, o "Maria Rita", propriedade da família Meneres.
Os pratos típicos de bacalhau são regados com o "Romeu", presença obrigatória nas entradas para molhar o pão, acompanhado das azeitonas ao natural ou em pasta.
O azeite "Romeu" só ainda não tem a "Julieta" que o vinho, marca também da família, já conquistou e que já chega às meses de vários países nas versões tinto (Romeu) e branco (Julieta). (Agência Lusa)

Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=371919&visual=26&tema=4

Para mais informações sobre o azeite Romeu clica aqui.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

D. Ximenes Belo na nossa Escola


D. Carlos Filipe Ximenes Belo (Uailacama, Baucau, 3 de Fevereiro de 1948) é um bispo católico timorense que, em conjunto com José Ramos-Horta, foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz de 1996, pelo seu trabalho "em prol de uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste".
D. Ximenes Belo esteve hoje presente na nossa Escola (14 de Novembro) e apresentou uma palestra com o título "O Meu Nome É Paz". Tratou-se de um momento histórico e único para a nossa Escola, que nos orgulhou a todos. Não é todos os dias que a Escola recebe um Prémio Nobel.


Biografia


Quinto filho de Domingos Vaz Filipe e de Ermelinda Baptista Filipe, Carlos Filipe Ximenes Belo nasceu na aldeia de Uailacama, concelho (hoje distrito) de Baucau, na costa norte do então Timor Português. O seu pai, professor primário, faleceu quando o jovem Carlos Filipe tinha apenas dois anos de idade. Os anos de infância foram passados nas escolas católicas de Baucau e Ossu, antes de ingressar no seminário de Daré, nos arredores de Díli, formando-se em 1968. Exceptuando um pequeno período entre 1974 e 1976 -- quando esteve em Timor e em Macau --, entre 1969 e 1981, Ximenes Belo repartiu o seu tempo entre Portugal e Roma, onde se tornou membro da congregação dos Salesianos e estudou filosofia e teologia antes de ser ordenado padre em 1980.
De regresso a Timor-Leste em Julho de 1981, Ximenes Belo esteve ligado ao Colégio Salesiano de Fatumaca, onde foi professor e director. Quando em 1983 se reformou Martinho da Costa Lopes, Carlos Filipe Ximenes Belo foi nomeado administrador apostólico da diocese de Díli, tornando-se chefe da igreja em Timor-Leste, respondendo exclusivamente perante o papa. Em 1988, em Lorium, Itália, foi consagrado como bispo.
A nomeação de Ximenes Belo foi do agrado do núncio apostólico em Jacarta e dos próprios líderes indonésios pela sua aparente submissão. No entanto, cinco meses bastaram para que, num sermão na sé catedral, Ximenes Belo tecesse veementes protestos contra as brutalidades do massacre de Craras em 1983, perpetrado pela Indonésia. Nos dias de ocupação, a igreja era a única instituição capaz de comunicar com o mundo exterior, o que levou Ximenes Belo a enviar sucessivas cartas a personalidades em todo o mundo, tentando vencer o isolamento imposto pelos indonésios e o desinteresse de grande parte da comunidade internacional e da própria Igreja Católica.
Em Fevereiro de 1989 Ximenes Belo escreveu ao presidente de Portugal, Mário Soares, ao papa João Paulo II e ao secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuellar, reclamando por um referendo sob os auspícios da ONU sobre o futuro de Timor-Leste e pela ajuda internacional ao povo timorense que estava "a morrer como povo e como nação". No entanto, quando a carta dirigida à ONU se tornou pública em Abril, Ximenes Belo tornou-se uma figura pouco querida pelas autoridades indonésias. Esta situação veio a piorar ainda mais quando o bispo deu abrigo na sua própria casa a jovens que tinham escapado ao massacre de Santa Cruz (1991) e denunciou os números das vítimas mortais.
A sua obra corajosa em prol dos timorenses e em busca da paz e da reconciliação foi internacionalmente reconhecida quando, em conjunto com José Ramos-Horta, lhe foi entregue o Prémio Nobel da Paz em Dezembro de 1996. Na sequência deste reconhecimento, Ximenes Belo teve oportunidade de se reunir com Bill Clinton dos Estados Unidos e Nelson Mandela da África do Sul.
Após a independência de Timor-Leste, a 20 de Maio de 2002, a saúde do bispo começou a esmorecer perante a pressão dos acontecimentos que tinha vivido. O papa João Paulo II aceitou a sua demissão como administrador apostólico de Díli em 26 de Novembro de 2002. Após se ter retirado, Ximenes Belo viajou para Portugal para receber tratamento médico. No início de 2004, houve numerosos pedidos para que se candidatasse à presidência da república de Timor-Leste. No entanto, em Maio de 2004 declarou à televisão estatal portuguesa RTP que não autorizaria que o seu nome fosse considerado para nomeação. "Decidi deixar a política para os políticos" -- afirmou.
Com a saúde restabelecida, em meados de 2004 Ximenes Belo aceitou a ordem da Santa Sé para fazer trabalho de missionação na diocese de Maputo, como membro da congregação dos Salesianos em Moçambique.
D. Ximenes Belo é doutor «honoris causa» pela Universidade do Porto, por proposta da respectiva Faculdade de Letras (investido em Outubro de 2000, juntamente com Xanana Gusmão e José Ramos-Horta).

Fonte: Wikipédia
Peço aos alunos que assistiram à palestra que façam uma reflexão sobre esta actividade.